A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu que existem distritos com maior mortalidade infantil e instou as mães estrangeiras a acederem aos serviços de saúde. A declaração ocorreu durante a inauguração da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Acompanhou a entrega de dados que apontam aumento de óbitos fetais e de crianças com menos de um ano.
A Diretiva-Geral de Saúde (DGS) confirmou, em 2024, um aumento dos óbitos de fetos com 22 semanas ou mais de gestação e dos óbitos de menores de um ano nascidos vivos. A taxa de mortalidade fetal passou de 3,9 para 4,1 por mil nascimentos entre 2022 e 2024, refletindo 325, 340 e 346 óbitos nesses períodos, respetivamente.
Dados oficiais e contexto
Ana Paula Martins destacou que, apesar da mortalidade infantil estar entre os melhores indicadores da Europa e da OCDE, fatores sociodemográficos como a pobreza influenciam os números. Foi sublinhado que alguns concelhos e distritos merecem vigilância adicional.
Ações e continuidade de serviços
A ministra recordou recomendações de uma comissão da DGS para avaliar óbitos infantis, afirmando que as medidas estão a ser seguidas. Enfatizou a importância da vigilância pré-natal e reconheceu que as mães estrangeiras constituem grupo particularmente vulnerável.
Infraestruturas e reorganização
Quanto à reorganização das urgências, a ministra afirmou que a centralização de ginecologia e obstetrícia em Loures está sendo feita com duas unidades locais, Loures e Vila Franca, mantendo serviços em Vila Franca de Xira. A urgência no Hospital Beatriz Ângelo deverá iniciar de forma estável na próxima semana.
Conclusão operacional
Segundo a governante, a concentração de urgências permite maior segurança clínica e equipas mais estáveis. O processo será monitorizado e ajustado conforme necessário, mantendo o apoio às unidades de maternidade de Vila Franca de Xira.
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