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Política ambiental deixa zonas rurais de Palmela para trás

Palmela falha na rede de oleões: zonas rurais ficam sem pontos de recolha, elevando resíduos e custos ambientais

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  • O mapa de oleões em Palmela evidencia uma política ambiental acusada de ser mal planeada, com concentração de pontos de recolha em áreas urbanas e poucos recursos nas zonas rurais.
  • A rede de oleões está quase toda em Pinhal Novo, Palmela, Quinta do Anjo e em condomínios de luxo como o Golfe do Montado, dificultando a reciclagem para quem vive em áreas rurais.
  • Em muitas zonas rurais, não existe saneamento básico, o que leva o óleo usado a ir para o lixo ou aos esgotos, aumentando a poluição e desafios operacionais nos centros de reciclagem.
  • O discurso de sustentabilidade contrasta com a prática, já que o óleo acaba muitas vezes no lixo ou nos esgotos, gerando custos de tratamento e degradação ambiental.
  • O Volt Portugal propõe que a Câmara inclua zonas rurais na rede de oleões, com planos de recolha, prazos e compromisso público para uma igualdade territorial.

O concelho de Palmela enfrenta críticas sobre a distribuição de oleões, apontando para uma rede que privilegia zonas urbanas em detrimento da rural. A matéria é apresentada como um problema de coerência entre discurso público e implementação prática.

De acordo com a análise, as zonas de Pinhal Novo, Palmela, Quinta do Anjo e áreas privadas como o Golfe do Montado concentram a rede de oleões. Em contrapartida, localidades rurais como Lagoa do Calvo e Asseiceira ficam desprotegidas, dificultando a reciclagem de óleo alimentar usado.

A ausência de saneamento básico em várias zonas agrava o problema, levando óleo residual para o lixo ou para sistemas de escoamento. O desvio de resíduos aumenta poluição e custos de tratamento, apontam críticas ao atual planeamento municipal.

Proposta de visão crítica do Volt

O Volt Portugal defende uma transição ecológica com justiça territorial e serviços públicos de qualidade para todos. A crítica centra-se na existência de desertos de serviços ambientais dentro do mesmo concelho.

Segundo o partido, o planeamento deveria começar pelas zonas menos servidas, com pontos de recolha mais próximos e prazos claros. A ideia é evitar que moradores com mobilidade reduzida percorram longas distâncias.

Em vários municípios europeus existem redes capilares de recolha de óleo, integradas em ecopontos ou soluções de proximidade em zonas rurais. A prática é apresentada como exemplo de boa governação local e eficiência ambiental.

Custo da inação e riscos ambientais

A inação implica mais óleo no lixo ou nos sistemas de drenagem, com custos de manutenção e impactos ambientais. Além disso, perde-se matéria-prima para biocombustíveis e para a economia circular.

O Volt vinca que metas europeias de ambiente dependem de redes de recolha mais inclusivas. A organização política propõe a inclusão das zonas rurais na rede de oleões com prazos públicos e responsabilidade municipal.

Desafio à Câmara Municipal de Palmela

O partido lança um desafio à autarquia: apresentar um plano sérgio para incluir as zonas rurais na rede de oleões. A proposta visa identificar áreas excluídas, definir novos pontos de recolha e anunciar um cronograma.

Até que haja resposta, os discursos sobre sustentabilidade permanecem sem traduzir-se em infraestrutura. A política pública, segundo o Volt, deve assegurar que reciclar óleo alimentar usado não seja privilégio urbano, mas direito de todos os munícipes.

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