A governação portuguesa mostrou hoje a intenção de reduzir pela metade a dependência de combustíveis fósseis em 8 a 10 anos, com base numa estratégia de eletrificação da economia. A promessa foi feita pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em Lisboa, durante a apresentação de um estudo da APREN.
A ministra destacou que Portugal não está atrasado na transição energética e pode tornar-se um exemplo na Europa. O objetivo passa pela criação de áreas de aceleração de energias renováveis com licenciamento mais célere, incentivos ao autoconsumo e ligação de gases renováveis à rede.
Estudo e impactos económicos
O estudo de EY-Parthenon para a APREN evidencia poupanças de quase 42 mil milhões de euros no mercado elétrico entre 2018 e 2025, com impactos relevantes na fatura das famílias e das empresas. Em 2024, a redução da fatura foi de até 636 euros anuais para famílias e acima de 63 mil euros para empresas.
A APREN também aponta que as renováveis contribuíram com 5,34 mil milhões de euros para o PIB em 2024, pouco acima de 1% da economia. O relatório aponta ainda um potencial de crescimento superior a 370% até 2040, caso sejam eliminados entraves ao setor.
Mapas e planeamento
A apresentação do mapa das zonas de aceleração de energias renováveis, coordenado por Maria do Rosário Partidário, visa melhorar a harmonia entre produtores e comunidades locais. O mapa identifica áreas com menor risco para a biodiversidade e maior viabilidade de projetos.
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