- O presidente da APDL, João Neves, afirma que as soluções de expansão para o Porto de Leixões são melhores para a cidade e critica a Câmara de Matosinhos pela posição sobre o plano.
- Estão reparados os estragos no paredão; durante o verão decorre a reparação do manto de proteção do quebra-mar e do muro cortina, com conclusão gradual e sem impacto nas praias.
- O plano de dragagens não prevê grandes alterações; as mudanças na carga coincidirão com as chuvas, e há sondagens periódicas para avaliar a necessidade de dragagens.
- O acesso de navios Panamax não está em risco, já que o porto está dragado a menos de 15,5 metros e há margem de segurança.
- O plano estratégico envolve cerca de mil milhões de euros de investimento, com aproximadamente metade financiada por privados para o terminal de contentores; há também projetos para Viana do Castelo e para melhorar a integração do porto na cidade.
O presidente da APDL, João Neves, afirma que as soluções propostas para o Porto de Leixões beneficiam a cidade, defendendo que o novo plano de expansão é mais adequado do que o anterior. A posição surge após o parecer negativo da Câmara de Matosinhos ao projeto.
As obras de reparação do paredão e do muro cortina do molhe avançam, com foco principal na zona exterior do molhe. Durante o verão, espera-se a conclusão de intervenções que visam restabelecer as condições originais de segurança.
Segundo Neves, o impacto nas praias é inexistente, já que as obras não atingem as áreas balneares. O dano principal resultou da agitação marítima e dos aguaceiros, que deslocaram sedimentos para a zona portuária.
Quanto às dragagens, o responsável diz que não prevê alterações significativas no curto prazo. O volume de sedimentos aumenta com as chuvas, mas a atividade de dragagem continua a ser monitorizada por sondagens periódicas.
Planos de expansão e alterações ambientais
Neves explica que o plano estratégico visa resolver a falta de espaço nos terminais de contentores e a receção de navios de grande calado. A solução proposta desloca parte da operação para o lado do mar, reduzindo impactos na cidade frente ao anterior desenho.
O projeto está em avaliação de impacto ambiental, com medidas de mitigação previstas pela Agência Portuguesa do Ambiente. Entre as preocupações, o impacto visual é destacado, aguardando propostas que preservem a capacidade operacional do porto.
A retirada da marina é tema sensível: a localização atual junto a um terminal de petroleiro representa risco. A alternativa passa pela criação de novas marinas e pela renovação de acessos, incluindo o prolongamento da marginal de Matosinhos até ao molhe sul.
Financiamento e perspetivas
A APDL projeta um investimento total de cerca de 1 mil milhões de euros, com metade assegurada por privados. Obras já em curso somam cerca de 50 milhões, financiadas por programas nacionais europeus, com restante suporte da própria APDL ao longo de uma década.
Para Viana do Castelo, o foco é a expansão orientada para energias emergentes e indústria local, evitando a duplicação de terminais de contentores. O objetivo é atrair empresas e manter o crescimento dos estaleiros na região.
O responsável também aborda o Douro, ressalvando limitações impostas pelas eclusas para navios de turismo e cruzeiros. O objetivo é manter a qualidade das operações sem exceder a capacidade da via navegável.
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