- O ex-candidato à liderança do PS-Madeira, Miguel Luís da Fonseca, discursou no congresso criticando a governação da Direita na região e a hegemonia de cinquenta anos do PSD.
- Defende que o PS deve exigir mais Autonomia, acompanhada de uma revisão constitucional ampla.
- Denuncia discriminações onde o PS governa na região e aponta que há castigos a populações que escolhem alternativas ao PSD; também observou ausências no plenário.
- Sobre o JPP, afirmou que não é nem de direita nem de esquerda, descrevendo-o como populismo neutro.
- O dirigente disse que o congresso marca o início de uma nova fase, com o dia dez de janeiro de dois mil e vinte e seis a ficar na memória como arrancada de uma verdadeira alternativa.
Miguel Luís da Fonseca, antigo candidato à liderança do PS-Madeira, discursou no congresso do partido criticando a governação da Direita na região e apontando caminhos para o futuro político da Madeira. O conjunto de intervenções foca-se na mudança de ciclo político, a partir de uma perspetiva socialista.
O líder regional apontou que os governos da Direita, liderados pelo PSD, terão sido prejudiciais à Madeira, segundo a leitura do seu discurso. Indicou a necessidade de uma maior Autonomia, articulada com uma revisão constitucional ampla para uma alteração estrutural do quadro institucional.
A intervenção ocorreu num momento em que muitas cadeiras da sala se encontravam vagas, situação também observada por outros oradores, como Gonçalo Velho. Os participantes foram instados a ocuparem os lugares, enquanto o debate ganhava intensidade.
Autonomia e Revisão Constitucional
Miguel Luís da Fonseca sublinhou que a autonomia regional deve ser fortalecida por meio de uma revisão constitucional abrangente, defendida tanto pelo PS Nacional como pela ala regional. A proposta seria apresentada como opção de reforço institucional para o arquipélago.
O político argumentou que a revisão não deve ser apenas simbólica, mas abrangente, cobrindo poderes, finanças e competências. A ideia é criar condições estáveis para um governo regional mais autónomo no longo prazo.
JPP e Perspectivas de Alternativa
Sobre o JPP, o antigo candidato afirmou que o partido não se encaixa nem na direita nem na esquerda, apresentando-se como um populismo neutro. O discurso procurou diferenciar o JPP do extremismo identificado por alguns interlocutores.
Para Fonseca, o congresso marca o arranque de uma nova fase política na região. A data de referência para este momento foi marcada no discurso como o dia 10 de janeiro de 2026, considerado o ponto de viragem rumo à construção de uma verdadeira alternativa.
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