Trump distribuiu pares de sapatos Florsheim a membros da sua equipa, numa prática que ganhou divulgação esta semana. A notícia foi adiantada pelo The Wall Street Journal, que situou o valor dos pares em 145 dólares (126 euros) e indicou a possibilidade de o presidente conhecer o número de calçado das pessoas presenteadas. O episódio ocorreu no contexto da residência presidencial.
Entre os contemplados estavam figuras de alto escalão, incluindo o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário da Defesa Pete Hegseth, segundo o The Wall Street Journal. Em algumas imagens divulgadas, Rubio e Vance exibem sapatos pretos com lacunas visíveis entre a parte superior e o pé, resultando numa aparência de tornozelo exposto. Além disso, o presidente terá oferecido sapatos a outras pessoas da esfera pública, como o senador Lindsey Graham, o director de comunicação da Casa Branca Steven Cheung, o redactor de discursos Ross Worthington e o apresentador Tucker Carlson.
O conjunto de caixas com sapatos está registrado num escritório na residência presidencial, e algumas peças aparecem assinadas por Trump. O gesto é descrito pela imprensa como uma prática de conforto para quem usa sapatos desconfortáveis, embora tenha gerado reacções variadas e levado a uma maior atenção mediática sobre o estilo de presentes presidenciais.
Tarifas e litígio com a Florsheim
A empresa controladora da Florsheim, Weyco, iniciou em 1 de dezembro um processo contra o governo dos EUA, alegando prejuízos decorrentes de tarifas aplicadas a produtos importados. O processo sustenta que as tarifas foram impostas de forma unilateral, sem aviso prévio, sem debate público e sem implementação escalonada. A Weyco afirma que tais medidas podem causar danos significativos à economia global.
Thomas Florsheim, pilar da Weyco e proprietário da marca fundada em 1892, respondeu ao jornal local com surpresa perante o interesse de Trump, evitando contudo comentários adicionais. Antes do maior relevo mediático, a Florsheim já tinha reportado, ao Milwaukee Journal Sentinel, que as tarifas obrigaram a empresa a aumentar os preços dos seus produtos em cerca de 10%, citando estimativas de perdas na ordem de 16 milhões de dólares (14 milhões de euros).
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