O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou que os membros da sua família foram alvo de ameaças por parte de ucranianos. O vídeo em que ele aparece ao telefone com as filhas mostra o chefe de governo transmitindo a situação com emoção, destacando a gravidade das mensagens recebidas.
A acusação surge no contexto de tensão entre Budapeste e Kiev, semanas antes das eleições na Hungria, marcadas para 12 de abril. Orbán disse que as ameaças envolvem os seus filhos e netos, pedindo que se leve o assunto a sério, sem alimentar o medo.
As declarações têm relação com comentários de um antigo político ucraniano, Hrihoriy Omelchenko, que sugeriu a possibilidade de vigilantes perseguirem Orbán caso não alterasse a sua postura contra a Ucrânia. O momento eleitoral é desfavorável ao líder nacionalista, frente ao opositor Péter Magyar, que nega ter ligações com Kiev ou Bruxelas.
Contexto político e reações
A tensão aumentou após críticas públicas do presidente ucraniano a Orbán, levando aliados europeus a pedirem moderação a Zelensky. Em resposta, o panorama político na Hungria vê Magyar a apresentar criticas ao modelo de governação de Orbán, com Orbán a sustentar que o opositor é financiado por interesses externos.
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