- Dois homens, de 30 e 31 anos, foram libertados em Vila Nova de Famalicão, mas obrigados a apresentar-se três vezes por semana às autoridades da sua área de residência.
- A juíza proibiu-os de contactar as vítimas ou testemunhas dos crimes ocorridos a 11 de março.
- Foram indiciados de três crimes de roubo e três de sequestro, ocorridos entre as 7h e o regresso aos seus domicílios.
- O primeiro assalto começou quando uma vítima tentou levantar dinheiro na ATM, foi sequestrada e forçada a sacar 20 euros.
- Na sequência, a vítima foi levada para um bairro ligado ao tráfico de estupefacientes; um suspeito saiu brevemente para supostamente comprar droga e o outro ficou a vigiar a viatura.
- No mesmo episódio, o suspeito pediu que duas outras vítimas entrassem na viatura e as transportou até ao bairro, sob ameaça com uma navalha, exigindo dinheiro, que acabaram por entregar pouco mais de um euro, e as vítimas conseguiram fugir após chegar ao destino.
Na manhã de 11 de março, em Vila Nova de Famalicão, dois homens de 30 e 31 anos sequestraram e roubaram três pessoas. O grupo deslocou-se em viatura própria e, sob ameaça, forçaram as vítimas a efetuar levantamentos em caixas ATM, incluindo uma que ocorreu junto a uma primeira caixa, onde a vítima levantou 20 euros.
Seguiu-se uma sequência de coerção e deslocações até um bairro ligado ao tráfico de estupefacientes, onde um dos arguidos ausentou-se por breves momentos para alegadamente adquirir droga, mantendo o outro sob vigilância dentro da viatura. No regresso, ficou claro que as vítimas eram obrigadas a transportar os suspeitos até perto da residência de um dos indivíduos.
Em parte da viagem subsequente, um dos suspeitos abordou mais duas vítimas, entraram na viatura e ordenaram novo transporte até o bairro anterior, sob ameaça de navalha. As vítimas, com pouco dinheiro, entregaram o restante que tinham e, ao chegar ao destino, aproveitaram a oportunidade para fugir.
A Polícia Judiciária de Braga deteve os dois homens, que ficaram indiciados de três crimes de roubo e três de sequestro. Foram libertados na quarta-feira, mas obrigados a apresentar-se três vezes por semana às autoridades das respetivas áreas de residência.
A juíza de instrução criminal de Guimarães proibiu ainda os arguidos de contactarem as vítimas e testemunhas dos incidentes, enquanto decorre o processo. O objetivo é impedir qualquer contacto directo ou indireto com as pessoas afetadas até nova decisão.
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