- O comandante-geral da GNR, tenente-general Rui Veloso, disse que a reactivação da Brigada de Trânsito (BT) pode ocorrer ainda este ano, com cerca de 1800 militares suficientes para cobrir as vias principais e autoestradas do país.
- A BT, extinta há quase 20 anos, foi anunciada em abril pelo ministro da Administração Interna como medida para reduzir a sinistralidade rodoviária.
- Veloso explicou que, com as novas tecnologias e um sistema de comando e controlo, a BT deverá ter mais presença, fiscalização, patrulhamento e controlo, sem transformar-se numa caça à multa.
- A criação da BT implica definir sede e estrutura de comando, com projeto para o Fogueteiro; atualmente o trânsito funciona na Escola da Guarda, em Queluz, e a sede nacional ainda não está decidida.
- O processo exige alterações legislativas e recrutamento adicional; não se prevê retirar competências à Polícia de Segurança Pública, defendendo, ao invés disso, uma gestão nacional do trânsito.
A reativação da Brigada de Trânsito (BT) foi anunciada em abril pelo ministro da Administração Interna, como medida para reduzir a sinistralidade rodoviária. O objetivo é que a BT funcione ainda este ano.
O comandante-geral da GNR, tenente-general Rui Veloso, afirmou à Lusa que a BT poderá contar com cerca de 1800 a 1900 militares. O contingente permitiria controlar as estradas principais e autoestradas do país, com apoio de novas tecnologias e de um sistema de comando e controlo renovado.
Veloso destacou que a presença da BT vai aumentar a fiscalização, o patrulhamento e o controlo, com o foco na prevenção. Afirmou que a mudança não visa apenas aumentar multas, mas melhorar o comportamento dos condutores na estrada.
Contexto e objetivos
Foi referida a possibilidade de terminar o processo de reativação antes de 2027, com a necessidade de definir a sede da BT e adaptar a legislação. A GNR está à procura de um local alternativo para o comando, já que a atual resposta de trânsito está a funcionar na Escola da Guarda, em Queluz.
O comandante geral reiterou que a BT não vai retirar competências à PSP, mas sim promover uma gestão mais coerente do trânsito nacional. A ideia é evitar que a responsabilidade se espalhe por diferentes entidades em diferentes troços.
Entre na conversa da comunidade