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IGAI admite abrir mais processos disciplinares a polícias

IGAI admite abrir mais processos disciplinares após detenção de 15 agentes, elevando para 24 o total de PSP implicados no caso do Rato

A 22ª Esquadra da Policia de Segurança Pública (PSP), no Largo do Rato.
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  • A IGAI admite abrir mais processos disciplinares após a detenção de 15 polícias no caso de violência na esquadra do Rato, em Lisboa, elevando o total de elementos da PSP envolvidos para 24.
  • A detenção ocorreu na terça-feira e envolve dois chefes da PSP e 13 agentes, sob suspeita de tortura e violações a pessoas vulneráveis.
  • Já tinham sido detidos na primeira fase, desde julho de 2025, alguns polícias; a IGAI abriu nove processos disciplinares e um processo de inquérito, ambos em instrução e sujeitos a segredo.
  • Muitos abusos foram gravados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes, conforme a investigação supervisionada pelo DIAP de Lisboa.
  • Na terça-feira, foram realizadas 30 buscas domiciliárias e em esquadras, com detenções de 15 polícias e um civil, num inquérito que investiga crimes como tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física qualificadas.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) confirmou hoje a possibilidade de abrir mais processos disciplinares após a detenção de 15 polícias no âmbito do caso de violência policial na esquadra do Rato, em Lisboa. A detenção ocorreu na terça-feira, num inquérito tutelado pelo DIAP de Lisboa.

Com a detenção de ontem, o total de agentes da PSP envolvidos no processo de alegadas torturas e violações sobe para 24. Entre os detidos figuram dois chefes da PSP e 13 agentes, suspeitos de crimes de tortura e violação, entre outros, segundo a IGAI.

O caso envolve figuras que teriam presenciado agressões filmadas e partilhadas em grupos de WhatsApp, conforme as informações já tornadas públicas. A IGAI indicou que, em função das novas informações enviadas, poderá ser aberto novo conjunto de processos disciplinares.

Detalhes das diligências e implicações

Na terça-feira foram realizadas 30 buscas, domiciliárias e em esquadras, e foi efetuada a detenção de 15 polícias e um civil. O inquérito investiga crimes como tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física qualificadas.

O DIAP de Lisboa lidera o inquérito, que abarca factos ocorridos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto. A primeira vaga de detenções aconteceu em julho de 2025, e já se encontram em prisão preventiva outros sete polícias desde março de 2026, com desfechos ainda por definir.

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