- Ao todo são 24 elementos da PSP envolvidos no processo de alegadas torturas na esquadra do Rato, com 15 detidos na terça-feira para serem ouvidos em primeiro interrogatório judicial.
- Os 15 polícias detidos estão no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP e vão ser ouvidos por um juiz de instrução para determinar as medidas de coação.
- Na terça-feira foram realizadas 30 buscas, domiciliárias e em esquadras, resultando na detenção de 15 polícias e de um civil, no inquérito que investiga crimes como tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física qualificadas.
- O inquérito, tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, investiga factos ocorridos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto.
- Divulgam-se vídeos dos abusos em grupos de WhatsApp; o caso já originou nove processos disciplinares e o diretor nacional da PSP afirmou tolerância zero e pediu confiança na força.
Dois chefes da PSP e 13 agentes foram detidos, elevando para 15 o total depolícias sob investigação. O conjunto de detenções ocorre no âmbito de um inquérito tutelado pelo DIAP de Lisboa, que investiga alegadas torturas e violações na esquadra do Rato.
No total, já são 24 os elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos no caso, que aborda abusos a pessoas vulneráveis como toxicodependentes, sem-abrigo e estrangeiros. Muitos dos actos teriam sido filmados e partilhados em grupos de WhatsApp.
Na terça-feira foram realizadas 30 buscas domiciliárias e em esquadras. Além dos 15 polícias, foi detido também um civil, no âmbito de um processo que aponta para crimes como tortura grave, violação e abuso de poder.
O Ministério Público e a PSP indicam que as investigações abrangem factos ocorridos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, com a operação a marcar a terceira ação policial desde julho de 2025. A primeira detenção ocorreu em abril de 2026, envolvendo dois agentes.
O caso já levou a nove processos disciplinares e a abertura de um inquérito sobre polícias que assistiram a vídeos das agressões em WhatsApp, segundo declarações anteriores do inspetor-geral da Administração Interna.
Investigação em curso
O ministro da Administração Interna destacou que os polícias visados exercem funções e podem ter tido contacto com comportamentos desviantes. A PSP reitera a sua política de tolerância zero face a este tipo de alegações, frisando que a confiança dos cidadãos na instituição é fundamental.
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