- Sete agentes da PSP detidos na quarta-feira ficaram em prisão preventiva neste sábado, na sequência da investigação sobre tortura na esquadra do Rato, em Lisboa.
- Os visados são suspeitos de violência contra detidos, incluindo imigrantes e sem-abrigo, com participação ativa nas agressões.
- Os agentes juntam-se a Guilherme Leme e Óscar Borges, dois colegas já presos em 2025 no âmbito da mesma investigação.
- A decisão de medidas de coação foi aplicada três dias após as detenções iniciais.
- O julgamento deverá acontecer na cadeia conhecida como “dos polícias e dos políticos”, em Évora.
Os sete agentes da PSP detidos na quarta-feira por suspeitas de violência contra detidos vão cumprir prisão preventiva. A medida foi aplicada três dias depois da detenção inicial, mantendo-os afastados da prática policial até ao julgamento.
Os arguidos são investigados pela participação em agressões brutais contra detidos, incluindo imigrantes e sem-abrigo, ocorridas na esquadra do Rato, em Lisboa. Não apenas assistiram aos vídeos de tortura, mas teriam estado envolvidos nas agressões, segundo as autoridades.
Aguardam julgamento na cadeia designada como “dos polícias e dos políticos” em Évora, instituição onde ficarão sob custódia durante o processo. Guilherme Leme e Óscar Borges, também agentes da mesma esquadra, já tinham sido detidos em 2025 no âmbito da mesma investigação.
A investigação policial começou a ganhar ritmo após a recolha de elementos que apontam para a participação de estes e outros colegas em atos de violência. A Procuradoria pode avançar com mais diligências à medida que o caso progride.
Não foram divulgadas declarações oficiais nem comentários adicionais sobre a acusação específica ou sobre possíveis vídeos adicionais que estejam a ser analisados pelas autoridades. O caso continua a ser acompanhado pelos tribunais competentes.
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