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Artesanato, património e expressão moderna em todas as regiões

Nova geração transforma o artesanato uzbeque: espaços históricos, design contemporâneo e diálogo entre património e inovação

Artesanato, património e expressão moderna em todas as regiões
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  • O Uzbequistão está a transformar a sua imagem, com artesãos a levar o artesanato tradicional da Rota da Seda para a cultura viva, em pátios, ateliês de família e espaços históricos.
  • Em Karakalpakstan, a arte nasce da vida quotidiana junto ao Mar de Aral, com obras de um pintor local que preservam memória e identidade da etnocultura karakalpak; o bordado suzani usa cores naturais e símbolos de proteção, com o toucado saukele a refletir orgulho cultural.
  • O barro ganha nova vida com oleiros que reabilitam técnicas tradicionais, produzindo artigos domésticos e decorativos em ateliês que mostram a paciência e a perícia do processo.
  • Em Surkhandarya, jovens artesãos reinterpretam o património através do design contemporâneo, destacando a ourives Marjona e peças inspiradas nos motivos nacionais e nas cores da bandeira usbeque.
  • Em Tasquente, no Okhun Gozar, uma mesquita do século XVIII abriga o Gozar of Artisans, espaço apoiado pela ACDF que reúne artesãos, designers e jovens para promover diálogo entre património e inovação, junto do mercado de Chorsu.

Em plena Rota da Seda, o Uzbequistão revela uma transformação: artesãos de várias regiões unem tradição antiga e criatividade contemporânea, dando nova vida ao património. O episódio Silk Road Adventures mostra como casas, ateliês familiares e espaços históricos passam a ser palcos de cultura viva.

Em Karakalpakstão, o artesanato nasce da vida quotidiana junto ao Mar de Aral. Numa casa de um pintor local, visitantes observam obras que preservam memória e identidade da etnia Karakalpak, abrindo espaço para leituras atuais da sua etnociultura.

Nas redondezas, as bordadeiras dedicam-se ao bordado suzani, com paletas naturais que juntam amarelo, verde e vermelho. Os padrões carregam significado simbólico, protegendo contra o mau-olhado, enquanto tecidos acompanham marcos familiares como casamentos e inocuções, acompanhados do toucado saukele.

O barro volta a ter protagonismo: oleiros da região recuperam técnicas da Grande Rota da Seda, produzindo peças domésticas e decorativas à mão. Os espaços oferecem demonstrações em ambiente natural, onde paciência e perícia marcam cada etapa.

Mais a sul, em Surkhandarya, jovens artesãos combinam património com design contemporâneo. A ourives Marjona cria peças inspiradas em motivos nacionais, incluindo ornamentação com as cores da bandeira. Além da joalharia, a artista explora pintura e escrita.

Em Tasquente, a arquitetura histórica acolhe novo impulso criativo. No bairro de Okhun Gozar, uma mesquita do século XVIII abriga o Gozar of Artisans, espaço que articula artesãos, designers e gerações mais novas, com apoio da ACDF. O local fica junto ao mercado de Chorsu e aos mahallas, conectando comunidades locais à comunidade internacional.

Globalmente, os espaços criativos redefinem a forma como o património vive o presente. Casas, ateliês e monumentos tornam-se marcos culturais, com várias regiões a expressar-se através de fio, barro, metal e design. A mensagem é clara: a tradição evolui, não fica atrás de vidro.

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