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Sobrinho Simões: câncer não terá vacina, pode ser controlado

Cancro não terá vacina; o controlo depende de rastreio, prevenção e informação, diz Manuel Sobrinho Simões no ciclo Tratar o Cancro por Tu

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O investigador Manuel Sobrinho Simões
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  • O patologista Manuel Sobrinho Simões afirmou que não haverá vacina contra o cancro; o foco é rastreio, prevenção, controlo e informação.
  • Em declarações à agência Lusa, disse que dois terços das pessoas com cancro já não morrem de cancro, apesar de não existir cura definitiva.
  • A quinta edição do ciclo “Tratar o Cancro por Tu” começa na terça-feira e vai passar por várias cidades até 12 de março.
  • O objetivo é tornar a linguagem acessível e mostrar que muitos Cancros podem ser tratados ou controlados, não sendo o mesmo que uma vacina.
  • As sessões decorrem em Matosinhos, Guarda, Évora, Viana do Castelo, Guimarães e Angra do Heroísmo, com foco em rastreio, detecção precoce e fatores de risco.

Manuel Sobrinho Simões, patologista premiado em 2002, fala da quinta edição do ciclo Tratar o Cancro por Tu. A iniciativa começa na terça-feira e estende-se por várias cidades até 12 de Março, com foco em linguagem acessível e informação.

Dois terços das pessoas com cancro deixam de morrer da doença, mas não existe vacina. O objetivo é apostar em rastreio, prevenção, controlo e informação, sublinha o investigador à Lusa, diretor do Ipatimup.

Sobrinho Simões aponta que não se pode falar em cura, mas em aumento do controlo. Cada doente e cada tipo de cancro têm especificidades que tornam necessária a personalização do tratamento.

O palestrante reforça que o esforço é sensibilizar para o que a doença significa, incluindo alterações de estilo de vida, alimentação e ajustamentos que tornem o cancro uma doença crónica quando possível. O ciclo quer esclarecer dúvidas comuns.

Na iniciativa, destaca-se que dois terços dos casos de cancro já são controláveis, um balanço visto como positivo. A ressonância emocional do termo cancro persiste, segundo o especialista.

A progenitura da palavra é menos associada a extrema mortalidade para o cancro da mama, onde 70% das pessoas sobrevivem a estas vias de tratamento atuais. O foco é expandir a compreensão de várias doenças que recebem este rótulo.

O ciclo e as cidades

O Ipatimup inicia a edição com Matosinhos, Guarda, Évora, Viana do Castelo, Guimarães e Angra do Heroísmo. Em Matosinhos, a sessão inaugural conta com a presença de Elisabete Weiderpass, directora da IARC, que discute desafios na ocorrência de novos casos na Europa.

Em Matosinhos, o tema é a detecção precoce e o impacto dos rastreios oncológicos. Em 22 de Janeiro, a Guarda recebe a sessão sobre medicina de precisão e acesso a medicamentos inovadores.

Em Évora, a 12 de Fevereiro, aborda-se o papel da hereditariedade e a importância da história familiar e dos estudos genéticos. Viana do Castelo, a 19 de Fevereiro, foca ambiente e comportamento na prevenção. Guimarães encerra, a 5 de Março, com o diagnóstico de cancro e a decisão clínica.

A edição conclui-se a 12 de Março em Angra do Heroísmo com a prevenção de cancro e os principais fatores de risco.

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