- O projeto DynaMet, financiado com 997 mil euros em 2024 pela Fundação “la Caixa” (CaixaResearch), vai investigar como as células tumorais ficam dormentes e o que as faz despertar, levando a metástases, em cancro da mama.
- Vão estudar o papel do microambiente no fígado e no osso, dois locais onde as metástases da mama são mais comuns e mortais.
- A investigadora Ana Luísa Correia, em consórcio com Neta Erez, da Universidade de Tel Aviv, procura perceber como o ambiente favorece ou inibe o aparecimento de metástases.
- Estudos anteriores sugerem que as células NK (células assassinas naturais) no fígado ajudam a manter as células tumorais em dormência, o que pode prevenir metástases se as defesas estiverem em volume suficiente.
- A ambição é manter as células tumorais adormecidas, em vez de as erradicar de imediato, tratando o cancro da mama como uma doença crónica gerível, com menos mortalidade e mais qualidade de vida para os doentes.
A investigação liderada por Ana Luísa Correia vai tentar colocar as células tumorais em cancro da mama a dormir, em vez de as destruir rapidamente. O estudo, que envolve um consórcio com a pesquisadora Neta Erez, arrancou em 2024 com financiamento de 997 mil euros.
O objetivo é perceber como o microambiente devolve ou impede a dormência das células disseminadas, e por que é que, mais tarde, algumas despertam para formar metástases no fígado e no osso. A equipa quer transformar o cancro em uma doença crónica gerível.
Dado que muitas metástases só são detectadas tarde, o projeto DynaMet examina o que acontece antes do despertar. A pesquisa analisa biópsias de metástases para validar alvos terapêuticos em modelos animais e, eventualmente, em doentes.
Contexto da investigação
Conclui-se que, em fases iniciais, exames não mostram metástases, mas células dispersas podem existir. O trabalho de Ana Luísa busca manter essas células adormecidas quando possível, visando reduzir mortalidade e melhorar qualidade de vida.
A investigação já indicou que, no fígado, células NK ajudam a manter o tumor sob controlo. O objetivo é manter essa defesa alta para prevenir a progressão metastática, segundo a equipa.
A científica portuguesa abre a via para entender a transição entre dormência e crescimento, com foco nos órgãos mais afetados. O estudo envolve modelos animais e a análise de alterações que podem ser alvo terapêutico.
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