- Aditivos alimentares são substâncias adicionadas intencionalmente para melhorar conservação, textura, cor, sabor ou estabilidade, avaliadas pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).
- Muitos aditivos são de origem natural (ex.: ácido ascórbico/vitamina C, pectina); mesmo os sintéticos passam por testes rigorosos para garantir segurança dentro de limites estabelecidos.
- Conservantes, como ácido sórbico (E200) e ácido benzoico (E210), evitam proliferação de microrganismos; o consumo excessivo de ultraprocessados pode desequilibrar a dieta, embora sejam seguros nas doses recomendadas.
- Nem todos os corantes são problemáticos; há naturais (beterraba, E162; curcumina, E100) e alguns artificiais podem provocar reações em pessoas sensíveis, mas as doses permitidas são baixas e geralmente seguras.
- O glutamato monossódico (MSG) é amplamente estudado; não existem evidências sólidas de efeitos adversos na população em geral quando consumido moderadamente; rótulos com “E” significam apenas aprovação pela União Europeia, não indicam perigo por si.
Os aditivos alimentares têm sido objeto de debate, muitas vezes com desinformação a acompanhá-los. A especialista Alexandra Costa explica o papel destes componentes na segurança, na qualidade e na durabilidade dos alimentos, sem os generalizar como prejudiciais.
A conversa de hoje pretende esclarecer o que são os aditivos, como são regulamentados e por que razão são usados na indústria. O objetivo é compreender o equilíbrio entre benefício funcional e exposição responsável.
O que são os aditivos alimentares
Aditivos são substâncias adicionadas intencionalmente para melhorar conservação, textura, cor, sabor ou estabilidade. São regulamentados e avaliados pela EFSA, entre outros. Sem eles, muitos produtos teriam vida útil reduzida ou qualidade sensorial menor.
Não basta rotular tudo como artificial. Muitos aditivos são naturais, como o ácido ascórbico (vitamina C) ou a pectina. Mesmo os sintéticos passam por testes rigorosos e limites de segurança são definidos.
Conservantes, corantes e segurança
Conservantes evitam microrganismos patogénicos, reduzindo riscos de intoxicações. Exemplos como ácido sórbico (E200) e ácido benzoico (E210) são seguros dentro de doses recomendadas e ajudam a prolongar a vida útil.
Nem todos os corantes são problemáticos: existem opções naturais, como beterraba (E162) e curcumina (E100). Os artificiais podem provocar reações em pessoas sensíveis, mas, em doses autorizadas, o risco é considerado baixo.
Realçadores de sabor e uso responsável
O glutamato monossódico (MSG) é amplamente debatido. Estudos não comprovam efeitos adversos na população em geral quando usado dentro de limites. O MSG ocorre naturalmente em muitos alimentos, como tomates e queijos.
O rótulo com a letra “E” não indica risco. O prefixo apenas sinaliza que o aditivo foi testado e aprovado pela União Europeia. Alguns aditivos naturais também têm números E, como a vitamina C (E300).
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