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Chega diz que a redução da idade da reforma é de esquerda, críticas de bancadas

Chega mantém a descida da idade de reforma para os 65 anos, dizendo ser de esquerda, em meio a críticas sobre custo e financiamento

Deputado de Chega, Rui Afonso, no uso da palavra
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  • O Chega manteve a defesa de reduzir a idade de reforma para 65 anos, afirmando que, se assim for, está “de esquerda”.
  • O debate parlamentar incluiu 14 diplomas e 3 recomendações de várias bancadas sobre pensões, incluindo propostas para acabar com subsídios vitalícios de políticos e abrir a reforma aos 65 anos.
  • Rui Afonso acusou o Governo de manter um sistema pesado para quem trabalha e injusto para quem desconta, pedindo uma reforma da segurança social.
  • Deputados de PSD, IL, CDS-PP e BE criticaram o Chega, apontando custos, impactos no futuro das reformas e inconsistências com propostas de outros partidos.
  • O Chega afirmou que a sua proposta custaria 1,9 mil milhões de euros, valor abaixo do estimado pelo Governo para a redução da idade de reforma para 65 anos ou 40 anos de desconto.

O Chega manteve esta sexta-feira a defesa de reduzir a idade de reforma para os 65 anos, numa sessão no parlamento marcada por críticas de várias bancadas. Rui Afonso denunciou que o Governo pretende manter um sistema pesado para quem trabalha e inseguro para quem depende da reforma. O debate ocorreu durante a discussão de 14 diplomas propostos pelo Chega.

O partido liderado por André Ventura insistiu que a medida é uma forma de responder a uma necessidade de justiça contributiva, defendendo ainda o fim das subvenções vitalícias a políticos. O debate incluiu também propostas de outras bancadas, concentrando-se no custo e na forma de financiamento.

Rui Afonso afirmou que uma reforma desta dimensão exige coragem política, estudo técnico e vontade de romper com décadas de imobilismo, desafiando o parlamento a avançar com alterações na segurança social. O Chega sustenta que a descida da idade de reforma seria financiável e menos onerosa para o conjunto do sistema.

Reações e posições dispersas

Do lado social-democrata, Isaura Morais do PSD criticou o Chega por criar expectativas sem garantia de sustentabilidade, argumentando que a medida comprometeria reformas para as gerações futuras. Mário Amorim Lopes, líder da IL, classificou a proposta como irresponsável, estimando custos próximos de uma grande empresa pública por ano.

Paulo Núncio, do CDS-PP, disse que não é possível ser de direita e comunista ao mesmo tempo, ao referir que PCP e BE defendem propostas similares às do Chega. Do lado da esquerda, o PCP, BE e o BE criticaram a viabilidade fiscal e as consequências da medida, com o BE a defender também o fim de subsídios a políticos e a redução de benefícios.

O líder do Chega, André Ventura, repetiu que a posição da bancada se alinha com uma orientação de esquerda na prática, caso a idade de reforma seja reduzida, mas acrescentou que o grupo é português. Ventura sustentou que o custo estimado pela bancada é de 1,9 mil milhões de euros, inferior ao valor de referências do Governo para reformas.

O Governo não chegou a um acordo com o Chega durante o debate sobre a reforma laboral, mantendo a divergência sobre o calendário de redução da idade de reforma e as fontes de financiamento. Diversos partidos pediram estudo técnico aprofundado e cautela para evitar impactos sociais.

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