- Com a demissão de Keir Starmer, o Reino Unido prepara-se para o sétimo primeiro-ministro desde 2016, apontando para uma rotatividade alta no poder.
- A Bulgária ocupa o topo da lista, com dez primeiros-ministros entre 2016 e 2026; o Reino Unido e a Áustria aparecem em segundo, com sete cada.
- Itália, Letónia e Eslováquia seguem, empatadas com cinco líderes cada.
- Outros países da UE registaram números menores, incluindo casos com apenas dois líderes entre 2016 e 2026.
- A comparação é complexa devido a sistemas políticos diferentes (parlamentar, presidencial, semipresidencial) e ao modo como se formam e destituem governos.
O Reino Unido poderá ter o sétimo primeiro-ministro desde 2016, após a demissão de Keir Starmer. O anúncio ocorre num período de instabilidade política que acompanha o Brexit e os resultados eleitorais. O país mantém, em teoria, um governo estável, mas a prática tem mostrado o contrário nos últimos anos.
A systemática alternância de lideranças resulta da conjuntura interna do Partido Trabalhista e de crises políticas nos governos anteriormente no poder. Entre 2016 e 2026, o Reino Unido assistiu a demissões de líderes, mudanças de curso político e impactos económicos ligados a escândalos e disputas internas. A próxima liderança ainda não está definida.
Andy Burnham surge como nome apontado pelos médias britânicos como provável novo líder trabalhista, o que o colocaria como sétimo primeiro-ministro desde 2016. A discussão pública amplia o debate sobre o que se entende por estabilidade governativa no Reino Unido.
Diferenças na Europa dificultam comparação
Cada país possui sistema de governo distinto, o que complica comparações diretas de liderança. Enquanto o Reino Unido tem governo parlamentar, outros regimes combinam presidência e governo de maneiras diferentes, influenciando a capacidade de demissão e de governação.
Alguns países permitem destituição rápida do chefe de governo mediante moção de censura parlamentar, enquanto noutros o presidente ou o chanceler dispõe de poderes diferentes. A diversidade institucional é um obstáculo à comparação simples entre Estados.
Comparar apenas primeiros-ministros também é pouco claro
Avaliações que contabilizam apenas o cargo de primeiro-ministro podem ser enganosas. Em vários países, o líder do governo não é o único chefe executivo, ou as funções variam conforme o regime. A análise completa requer considerar o conjunto de chefias executivas em cada país.
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