- A China vai enviar ajuda de emergência no valor de cem milhões de yuan (quase 13 milhões de euros) à Venezuela, para apoiar o socorro e a reconstrução após os sismos de quarta-feira.
- Os materiais deverão partir o mais rapidamente possível e somam-se à ajuda financeira já anunciada; o governo chinês forneceu imagens de satélite das zonas afetadas para apoiar as operações.
- Empresas chinesas presentes na Venezuela e a comunidade chinesa local disponibilizaram maquinaria de engenharia e material médico de primeira necessidade, além de organizarem equipas de salvamento.
- A China afirmou que está disposta a ampliar o apoio à medida que a situação evolua e as necessidades surgirem.
- Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos a 200 quilómetros de Caracas, deixaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos; a ONU indica mais de 50 mil desaparecidos.
A China vai enviar ajuda de emergência no valor de 100 milhões de yuan, cerca de 13 milhões de euros, à Venezuela. O objetivo é apoiar as operações de socorro e a reconstrução após os sismos registados na passada quarta-feira. O envio ocorre num momento de resposta rápida ao desastre.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, indicou que os materiais serão enviados para o país sul-americano o mais rapidamente possível, juntando-se à assistência financeira já oferecida. Além disso, foram disponibilizadas imagens de satélite para apoiar as operações de resposta.
A China também informou que empresas chinesas presentes na Venezuela e comunidades locais disponibilizaram maquinaria de engenharia e material médico de primeira necessidade para as operações de socorro. Equipas de salvamento organizadas por essas entidades devem participar nas buscas.
Apoio técnico e operativo
As autoridades chinesas mencionaram que o país continua disponível para ampliar o apoio consoante a evolução da situação no terreno e das necessidades identificadas.
Os sismos registados a 24 de junho provocaram pelo menos 1450 mortos e 3150 feridos, segundo o balanço oficial. A ONU aponta mais de 50 mil pessoas dadas como desaparecidas.
Os tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por mais de 20 réplicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Na capital Caracas e na região de La Guaira, dezenas de edifícios ficaram gravemente danificados ou destruídos, aumentando a necessidade de apoio humanitário e de reconstrução.
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