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Bugalho, Moedas e Pedro Duarte na cúpula do PSD

Resultados do Congresso sugerem desgaste da direção face a 2024, apesar de Montenegro manter controlo; Bugalho, Moedas e Duarte entram na direção do PSD

Os órgãos nacionais do PSD foram eleitos este domingo, no encerramento do conclave
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  • O 43.º Congresso Nacional do PSD fechou as votações para os órgãos nacionais, com a Comissão Política Nacional a obter 573 votos a favor (88% dos expressos) e 21 nulos/60 brancos, entre 673 delegados.
  • Sebastião Bugalho, Carlos Moedas e Pedro Duarte entram na direção como vice-presidentes; Leonor Beleza mantém-se como primeira vice-presidente, com Alexandre Poço e Inês Palma Ramalho também em funções equivalentes; Hugo Soares é o secretário-geral.
  • Saem da direção Carlos Coelho e Lucinda Dâmaso, enquanto Rui Rocha desce a vogal; vários ministros do Executivo mantêm-se como vogais.
  • A Comissão Nacional de Auditoria Financeira foi eleita com 603 votos favoráveis.
  • No Conselho Nacional, a lista A liderada pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, conquistou 41 de 70 lugares (58,5%), apresentando desgaste face a 2024; José Miguel Bettencourt (lista B) e outras listas completaram o plenário.

O 43.º Congresso Nacional do PSD, realizado no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, encerrou a eleição para os órgãos nacionais. A Comissão Política Nacional (CPN), proposta por Luís Montenegro, foi eleita com folga, mas o Conselho Nacional mostrou sinais de desgaste face a 2024. Sebastião Bugalho, Carlos Moedas e Pedro Duarte entram para a direção do partido.

A lista de Montenegro obteve 573 votos a favor, 21 nulos e 60 brancos, entre 673 delegados votantes. A percentagem fica abaixo de Braga (92,3% em 2024) e do Porto (91,6% em 2022). A nova direção traz três novidades de peso: Bugalho como vice-presidente e porta-voz, Moedas e Duarte também como vice-presidentes.

Estrutura e mudanças na direção

Leonor Beleza mantém-se como primeira vice-presidente. Alexandre Poço e Inês Palma Ramalho permanecem em funções equivalentes. Hugo Soares continua como secretário-geral. Saem Carlos Coelho e Lucinda Dâmaso; Rui Rocha desce a vogal.

Entre os vogais, permanecem ministros como Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Margarida Balseiro Lopes, António Leitão Amaro e Joaquim Miranda Sarmento. Pedro Reis sai da CP nacional, mas integra o Conselho Nacional. A direção mantém outras figuras públicas de peso.

Conselho Nacional e CJN

No Conselho Nacional, a lista da direção, liderada pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, garantiu maioria absoluta, mas com menos força (41 de 70 lugares). Em 2024, tinham-se conseguido 46 lugares. A lista B recolheu 18 conselheiros; a C, 9; e a D apenas o seu primeiro nome.

No CJN, a lista da direção, liderada por Gonçalo Matias, foi a mais votada com seis lugares. A lista B, de José Miguel Bettencourt, ficou com os restantes três lugares. O órgão manteve a mesma configuração de eleição anterior.

Presidência da Mesa do Congresso

José Manuel Bolieiro foi eleito presidente da Mesa do Congresso, com 92,7% dos votos. Forma a equipa com Rubina Leal e João Manuel Esteves como vice-presidentes; Júlia Fernandes, Fernando Queiroga, Hernâni Dinis e Sónia Ferreira como secretários. Bolieiro sucede a Miguel Albuquerque, que não se recandidou.

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