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EUA e Irão trocam ameaças públicas em negociações na Suíça

Na Suíça, EUA e Irão trocam ameaças públicas durante negociações, enquanto persiste o impasse que pode atrasar um possível acordo de paz

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, fala antes de uma reunião quadrilateral com Irão, Paquistão e Qatar, no lago de Lucerna, Suíça, em 21 de junho de 2026
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irão se Teerão não travar o Hezbollah no Líbano.
  • O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, avisou Washington para ter cuidado com as declarações, dizendo que as Forças Armadas iranianas estão prontas para responder.
  • As negociações na Suíça visam um acordo de paz e preveem um período de sessenta dias para resolver questões históricas entre os dois países.
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garantiu que as forças israelitas manterão a presença no sul do Líbano e não permitirão que o Irão obtenha armas nucleares; o líder do Hezbollah rejeitou qualquer zona de segurança israelita no Líbano.
  • O vice-presidente dos EUA, JD Vance, classificou o encontro como histórico e mostrou esperança de abrir um novo capítulo com o Irão, em meio a pressões para manter aberto o estreito de Ormuz.

Trump avisou, nas redes, que poderá atacar o Irão se Teerão não travar o Hezbollah, numa intervenção feita à margem de negociações na Suíça. O objetivo é chegar a um entendimento para pôr fim à guerra na região.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, respondeu, dizendo que as Forças Armadas estão prontas para responder. Adicionalmente, advertiu que não devem ser tensões que desviem o processo.

As conversações, abertas entre os EUA e o Irão, visam resolver questões antigas de segurança, com foco no programa nuclear iraniano. O memorando em discussão prevê cessar hostilidades em várias frentes, incluindo no Líbano.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, esteve na Suíça, ao lado dos negociadores Jared Kushner e Steve Witkoff. Vance descreveu o encontro como histórico e expressou a esperança de evoluir o relacionamento com o Irão.

Ao mesmo tempo, o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou que o sul do Libano ficará sob presença israelita até onde for necessário. Naim Qassem, líder do Hezbollah, rejeitou zonas de segurança no Libano.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz em resposta a ataques israelitas, enquanto as negociações decorrem. O porta-voz Esmaeil Baqaei afirmou que não é possível avançar sem terminar a guerra no Libano.

Ao final da tarde, não havia registos de novos ataques. Em várias zonas do sul do Libano, moradores iniciaram um regresso com cautela às suas casas, enquanto as negociações prosseguem.

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