- A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, foi aplaudida de pé no Congresso Nacional do PSD em Anadia, após a quinta-feira ter sido chumbada a sua proposta de revisão das leis laborais.
- Ramalho afirmou acreditar que o primeiro-ministro Luís Montenegro vai manter a prioridade de reformar as leis laborais, elogiando o seu “sentido de Estado” ao não ceder à redução da idade de reforma.
- Montenegro recusou trocar a passagem na generalidade da reforma pela redução da idade de acesso à pensão e pelo plafonamento, decisão que a ministra diz defender a bem dos portugueses.
- A ministra considerou o chumbo da proposta uma “oportunidade perdida” para aumentar a competitividade da economia, acusando desinformação e politização do sindicalismo.
- Ramalho agradeceu publicamente o empenho do primeiro-ministro e disse que, se for necessário, voltarão a apresentar reformas para Portugal.
A ministra do Trabalho foi aplaudida de pé no Congresso Nacional do PSD, em Anadia, após afirmar acreditar que o Governo vai manter a reforma das leis laborais. Maria do Rosário Palma Ramalho, independente no executivo de Luís Montenegro, reagiu ao chumbo da sua proposta no Parlamento, ocorrido na sexta-feira. O momento foi marcado por uma salva de palmas dos delegados presentes.
Ramalho elogiou o sentido de Estado do primeiro-ministro por manter a segurança financeira da Segurança Social intacta, mesmo diante de pressões para flexibilizar a idade de reforma. O discurso decorreu pouco depois de Montenegro ter recusado ceder a propostas que reduziriam a idade de acesso à pensão, mantendo o rumo da reforma.
A ministra destacou ainda que, enquanto titular da pasta do Trabalho, o seu papel foi apresentar e sustentar a proposta de revisão das leis laborais, reconhecendo o esforço político envolvido. Admitiu que o chumbo provocou uma oportunidade perdida para a competitividade da economia, apontando para aquilo que considera desinformação e politização do sindicalismo nacional.
Contexto
Durante a intervenção, Ramalho fez menção indireta a críticas vindas de diferentes quadrantes, sem mencionar nomes, referindo-se a adversários que teriam utilizado a reforma como retaliação política. A avaliação pública, segundo ela, passa pela consistência do Governo e pela confiança dos portugueses no sistema de pensões.
Repercussões
A ministra afirmou que o Primeiro-Ministro continuará a trabalhar na agenda de reformas laborais, com foco na sustentabilidade económica e social. A proteção do contrato de confiança entre o Estado e os cidadãos foi apresentada como base para as decisões governamentais tomadas. A reação ao chumbo manteve o tom institucional, sem indicações de mudanças no timing legislativo.
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