- O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou neste sábado a declaração de estado de exceção em todo o país, em resposta à crise social com protestos e bloqueios há mais de seis semanas.
- A medida surge após várias tentativas de negociação; o Governo afirma ter chegado a acordos com alguns grupos, mas acusa outros de recorrerem a ações violentas para desestabilizar.
- Em mensagem publicada na rede social X, Paz disse que os bloqueios impedem trabalhar, estudar, receber cuidados de saúde, abastecer-se e levar sustento para casa, e que o estado de exceção não pretende retirar a normalidade, mas devolvê-la.
- O chefe de Estado garantiu que as portas do Governo continuam abertas para quem queira dialogar de boa-fé.
- A decisão visa restabelecer a ordem e a normalidade em todo o território, após os bloqueios terem afetado a circulação de pessoas e mercadorias; o Executivo afirma ter esgotado as vias de diálogo antes de recorrer a este regime excecional.
O Governo da Bolívia declarou estado de exceção em todo o território, após mais de seis semanas de protestos e bloqueios de estradas. A medida surge numa altura em que a crise social se prolonga e a normalidade pública está comprometida.
O presidente Rodrigo Paz anunciou a decisão, após várias tentativas de negociação com setores mobilizados. O Governo diz ter alcançado acordos com alguns grupos, mas acusa outros de recorrer a ações violentas com objetivo de desestabilizar o país.
Paz garantiu que as portas do Executivo permanecem abertas ao diálogo com quem procure formas de boa-fé. A declaração visa restabelecer a circulação de pessoas e mercadorias, ainda que a duração do estado de exceção não tenha sido especificada.
Contexto da decisão
De acordo com o anúncio presidencial, o estado de exceção pretende devolver a normalidade pública sem eliminar as liberdades, e insere-se numa fase na qual autoridades justificam ter esgotado vias de diálogo.
Entidades governamentais afirmam que os bloqueios afetaram serviços essenciais, incluindo educação, saúde e abastecimento. O Governo afirma ter atuado após esgotar opções de negociação para evitar violências maiores.
Reações e próximos passos
A decisão foi recebida com cautela por diferentes setores, alguns a defenderem a continuação do diálogo, outros a Apoiarem medidas de ordem pública. A evolução política e social seguirá a monitorização de perto por autoridades e pela sociedade civil.
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