- O 43.º Congresso do PSD realiza-se este fim de semana no Velódromo Nacional de Sangalhos, em Anadia, com críticas de Passos Coelho.
- O líder do partido e atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, pretende apresentar o trabalho reformista do Governo e a responsabilidade da Oposição.
- O partido precisa de entendimentos com os partidos da oposição, especialmente PS e Chega, para viabilizar medidas no Parlamento.
- Na véspera do conclave, o pacote laboral foi chumbado, destacando uma das bandeiras do PSD.
- O professor José Palmeira, da Universidade do Minho, disse que o discurso de Montenegro deverá ser virado para reformas, sugerindo unidade, mesmo após a reeleição do líder.
O 43.º Congresso do PSD começa este fim de semana no Velódromo Nacional de Sangalhos, em Anadia, com o líder do partido e atual primeiro-ministro a apresentar o trabalho reformista do Governo. A sessão decorre numa altura em que a Oposição continua sem maioria parlamentar e depende de acordos com PS e Chega para viabilizar medidas. Na véspera do conclave, o dirigente assistiu à rejeição do pacote laboral apresentado pela maioria.
O Congresso surge numa conjuntura em que a Direção do PSD tenta demonstrar capacidade de governar e de enfrentar críticas internas. O objetivo é mostrar uma linha reformista forte, ao mesmo tempo que se procura assegurar entendimento político para as reformas previstas no programa do Governo.
José Palmeira, docente da Universidade do Minho, aponta que o discurso de Montenegro deverá enfatizar reformas para fora do partido e não ataques internos. O analista ressalva que a reeleição de Montenegro, há um mês, sem concorrentes, sugere estabilidade interna, ainda que os resultados do pacote laboral tenham alimentado debates.
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