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Centenas protestam contra o pacote laboral junto ao Parlamento

Manifestação junto à Assembleia da República exige rejeição do pacote laboral, com críticas de PCP e Bloco e debate em plenário sem acordo prévio

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  • Centenas de pessoas reuniram-se junto à Assembleia da República, em Lisboa, para exigir a queda do pacote laboral, discutido em plenário na generalidade.
  • O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou que o pacote não pode passar e criticou as cambalhotas no Parlamento, sublinhando que a força dos trabalhadores é maior do que a maioria.
  • O líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, disse que é um dia importante para esclarecer quem está contra ou a favor dos trabalhadores, considerando o pacote uma agressão aos direitos laborais e criticando o Chega.
  • O pacote laboral resulta de nove meses de negociação na concertação social, que terminou sem acordo entre parceiros e Governo.
  • A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, defendeu a reforma para reforçar direitos, tornar o trabalho mais produtivo e as empresas mais competitivas, e afirmou que o salário no país está 35% abaixo da média europeia.

Centenas de pessoas reuniram-se junto à Assembleia da República, em Lisboa, nesta quinta-feira, durante a discussão em plenário da proposta de revisão da legislação laboral. O protesto exige a queda do pacote, que entra no debate na geral.

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou aos jornalistas que o pacote não satisfaz as necessidades do país nem dos trabalhadores e sublinhou que os deputados devem escutar essa oposição. Revelou que a mobilização não terminará com o desenrolar da votação.

O líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, considerou o dia importante para esclarecer quem está a favor ou contra os trabalhadores. Criticou o pacote como uma agressão aos direitos laborais e apontou críticas ao Chega pelo posicionamento face ao tema.

O pacote laboral resulta de nove meses de negociações na concertação social, sem acordo entre Governo, trabalhadores e parceiros. O decreto em discussão visa reajustar o regime laboral, mantendo o foco em equilíbrio entre direitos e competitividade.

Posição do Governo

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, defendeu que a reforma visa romper com a ideia de empobrecimento e tornar o trabalho mais produtivo. A governante afirmou que o objetivo é reforçar direitos e promover salários mais altos.

Segundo a ministra, a proposta pretende também estimular a produtividade de forma a tornar as empresas mais competitivas, reconhecendo que o nível salarial atual está abaixo da média europeia. O Governo diz que a mudança é essencial para relançar o país.

Palma Ramalho acrescentou que é necessário evitar a repetição de modelos do passado e defender um equilíbrio entre salários, condições de vida e competitividade europeia, defendendo que o setor empresarial não deve ser demonizado.

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