- O PS usou uma estratégia invulgar no debate quinzenal, com José Luís Carneiro a falar apenas nos quatro minutos finais, quando o primeiro-ministro já não tinha tempo para responder.
- Antes, deputados socialistas interpelaram Luís Montenegro sobre fiscalidade, saúde e habitação.
- Carneiro afirmou que a economia está a perder competitividade e a perder posições em 57 por cento dos mercados externos, questionando o custo de aceitar a descida da idade da reforma do Chega (4,5 mil milhões de euros).
- Montenegro não respondeu a essa intervenção, já que tinha acabado o tempo, mas, noutras ocasiões, tinha referido ver o PS como radicalizado e arrogante.
- Em resposta, o PS citou suposto aumento de receitas com o Imposto sobre Produtos Petrolíferos, enquanto Montenegro defendeu prudência na inflação e disse que houve melhoria no licenciamento de casas desde 2008.
O debate quinzenal no Parlamento manteve-se seco de grandes viragens, com o PS a optar por uma intervenção tardia. José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, discursou apenas nos últimos quatro minutos, sem permitir resposta ao primeiro-ministro Luís Montenegro.
Antes dele, o PS colocou questões a Montenegro, de fiscais, saúde e habitação, através de António Mendonça Mendes, Mariana Vieira da Silva e Luís Testa. O arranque do debate ocorreu horas antes do jogo de Portugal frente à RD Congo, do Mundial de Futebol.
Economia
Carneiro apontou uma perda de competitividade da economia portuguesa e afirmou que o país recuou em 57% dos mercados externos. Questionou ainda a viabilidade de avanços na reforma da legislação laboral, caso seja aceite pela direita uma exigência do Chega sobre a redução da idade da reforma.
O PS sustenta que aceitar o Chega pode retirar ao fundo de pensões 4,5 mil milhões de euros, questionando como irão ser financiados. António Mendonça Mendes acusou o Governo de ter aumentado taxas, nomeadamente no ISP, gerando maior receita para o Estado.
Governo e inflação
Montenegro respondeu que o Governo tem vindo a gerir com prudência a inflação. Defesa que, em 2023, o país enfrentou inflação mais elevada e que, desde 2024, entraram no sistema mais 354 mil cidadãos, ainda que com objetivo por alcançar.
Saúde
Mariana Vieira da Silva argumentou que o plano de emergência para a saúde do atual governo gerou resultados piores, apontando 80 mil utentes sem médico de família e listas de espera mais longas para cirurgias. Montenegro respondeu que o SNS foi reforçado face a um período anterior e que a saúde teve avanços.
Habitação
Luís Testa defendeu que as políticas do Governo têm aumentado os custos da habitação, contrariamente ao prometido. Montenegro contrapôs que, pela primeira vez desde 2008, o licenciamento de casas em Portugal cresceu, seguimento considerado positivo pela atual maioria.
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