- BE acusa o Governo de “torcer contra quem trabalha” durante o debate quinzenal, usando a metáfora futebolística de um campo inclinado.
- O deputado bloquista criticou o pacote laboral e a Prestação Social Única (PSU), alegando que obrigaria doentes oncológicos, pessoas com deficiência e viúvas a trabalhar gratuitamente, além de cortar apoios a crianças.
- Austeridade ficou também associada ao aumento de combustíveis, cabaz alimentar e custos de casa, com a crítica de que o imposto sobre lucros extraordinários não foi sentido pela população.
- Luís Montenegro respondeu, acusando o BE de desinformação e recordando os resultados das últimas eleições, defendendo que o Governo não pretende violentar ninguém e explicando o pacote social.
- O Governo afirma que pretende uma sociedade justa que valorize as pessoas e retire dependência de prestações, recebendo apoio da bancada do PSD.
Fabian Figueiredo, deputado único do BE, criticou o Governo num debate quinzenal na Assembleia da República. Alega que o país joga com regras injustas e que o campo está sempre inclinado para o mesmo lado, numa analogia com o Mundial. Refere ainda que o pacote laboral reduz salários e a PSU obriga doentes a trabalhar gratuitamente.
O bloquista apontou ainda para custos de vida crescentes, como combustíveis, cabaz alimentar e habitação, e questionou a ausência de implementação de um imposto sobre lucros extraordinários anunciado há um mês. Diz que o país precisa de respostas para a crise.
Figueiredo acusou o Governo de desinformação sobre o pacote laboral e a PSU, salientando que há exigência de participação em formação para beneficiários de apoios sociais. Defende uma sociedade que valorize as pessoas sem as condenar a dependência de prestações sociais.
Resposta do Governo
Luís Montenegro respondeu, relembrando resultados eleitorais recentes que mostraram fragilidade do BE. Afirma que a proposta mantém a proteção de quem precisa, sem violentar ninguém, e que o Governo procura apoiar quem trabalha para enfrentar a crise.
O primeiro-ministro sustentou que o objetivo é criar uma sociedade mais justa, com valorização das pessoas. Refere que a medida visa reduzir a dependência de apoios sociais, sem abandonar quem precisa, e que não se trata de castigar ninguém.
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