- O Presidente da República destacou a coragem, o sentido de serviço e o espírito de missão das Forças Armadas ao longo das gerações, dizendo que a defesa da paz exige resiliência.
- A mensagem de António José Seguro, lida pelo tenente-general António Menezes, foi dirigida ao XXIII Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, Lisboa.
- O chefe de Estado reforçou que a atual paz depende de preparação, capacidade institucional e da prontidão das Forças Armadas, sublinhando a missão essencial das forças ao serviço da República.
- Foi enfatida a dignificação dos combatentes e o reconhecimento concreto dos veteranos, bem como a importância de servir Portugal como forma elevada de compromisso cívico.
- A cerimónia contou com a intervenção do vice-almirante Henriques da Silva Fonseca, referências a mudanças geopolíticas atuais, uma cerimónia inter-religiosa, passagem de aeronaves e o almoço-convívio.
O Presidente da República destacou hoje a coragem, o espírito de serviço e a missão das Forças Armadas ao longo das gerações. A clareza com que os militares percebem que a defesa da paz exige resiliência foi enfatizada durante a cerimónia em Belém.
A mensagem, enviada pelo chefe de Estado e lida pelo tenente-general António Menezes, ocorreu junto ao Monumento aos Combatentes do ultramar, em Belém, Lisboa. A homenagem visou reconhecer o passado militar de Portugal e o valor da dedicação cívica.
A cerimónia decorreu na véspera do XXIII Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes, com a participação de representantes das Forças Armadas e familiares. A leitura sublinhou a continuidade de uma identidade coletiva fundamentada no serviço público.
Contexto mundial
Na mensagem, o Presidente referiu a um momento global de incerteza, instabilidade e retorno de conflitos no espaço europeu. Ressaltou que a paz exige preparação, capacidade e resiliência por parte da sociedade.
A defesa da soberania e a solidez institucional foram apontadas como pilares para a segurança de uma democracia, bem como a prontidão das instituições e dos agentes que asseguram a defesa nacional.
As Forças Armadas foram descritas como uma instituição insubstituível, com atuação na proteção dos portugueses, na resposta a emergências e no cumprimento de compromissos internacionais, reforçando a imagem externa de Portugal.
Cerimónia e desdobramentos
Depois da leitura da mensagem, o vice-almirante Henrique da Silva Fonseca, presidente da comissão executiva, relembrou o percurso na Armada, com operações em Angola, Moçambique, Timor-Leste e Guiné-Bissau. A intervenção destacou trajetórias de melhoria e cooperação.
O almirante apontou mudanças estratégicas globais, mencionando o alinhamento dos Estados Unidos com o Pacífico e as tensões com a Rússia, sinalizando a evolução do cenário de segurança internacional.
Foi enfatizada a ideia de que a maior homenagem aos combatentes é garantir que o seu esforço não foi em vão, mantendo a disponibilidade para ações caso seja necessário. A cerimónia incluiu uma oração inter-religiosa, com católica e muçulmana, e o desfile de flores em honra dos mortos.
O evento terminou com a interpretação do Hino Nacional pela Banda da GNR, salva protocolar de uma aeronave da Armada e um almoço-convívio junto ao Monumento aos Combatentes.
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