- O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, afirmou que o Presidente da República fez uma série de alertas ao Governo durante o discurso, no Angra do Heroísmo, e que o primeiro-ministro deve ter ficado incomodado.
- Pinto disse que o Governo liderado por Luís Montenegro não tem resolvido os problemas dos cidadãos, destacando a falta de habitação e o facto de os salários não terem aumentado.
- Alega também que os jovens qualificados estão a emigrar e que o país “importa o pior que o mundo tem”.
- Pinto considerou o discurso realista e com muitos alertas, citando também que Seguro fez alertas ao primeiro-ministro, que estava presente.
- Criticou o discurso do Presidente da República no Luxemburgo, por comparar emigrantes que vão trabalhar com imigrantes que entram em Portugal, dizendo que foi “falta de respeito” e que não foi feliz.
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, afirmou nesta quarta-feira que o Presidente da República fez uma série de alertas ao Governo durante o discurso, e que o primeiro-ministro Luís Montenegro pode ter ficado preocupado com as mensagens. O comentário foi feito em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, após a sessão solene de comemoração do 10 de Junho.
Pinto criticou a atuação do Governo, dizendo que não tem resolvido problemas dos cidadãos, nomeadamente a habitação, que continua escassa em Portugal, e salários que não têm aumento. Acrescentou ainda que os jovens portugueses tendem a emigrar, fortalecendo a ideia de uma perda de qualidade no mercado de trabalho.
Segundo o líder do Chega, o discurso do Presidente da República transmitiu alertas que refletem as posições do seu partido sobre a necessidade de melhorias no país, incluindo políticas para maior bem-estar e emprego. Miguel Montenegro, presente no evento, também foi alvo de comentários sobre o conteúdo do discurso.
Pinto defendeu que o Chega pretende um país com qualidade de vida, bons salários e mais oportunidades de trabalho, associando as palavras do Presidente da República a esse alinhamento. Questionou ainda a forma como certas declarações foram interpretadas pelos cidadãos.
O líder parlamentar do Chega elogiou a decisão de realizar as comemorações dos 50 anos de autonomias políticas nas Regiões Autónomas na Terceira, destacando a importância simbólica da cerimónia para a ilha. Reforçou, contudo, que não houve delicadeza no discurso feito no Luxemburgo.
Em relação a esse apontamento, Pinto criticou a comparação feita entre emigrantes que foram para o Luxemburgo, Suíça e outros países com a imigração atual em Portugal, chamando a comparação inadequada e potencialmente desrespeitosa. O Chega considera que o Presidente da República não foi feliz nessa parte do discurso.
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