- O plano de criar um fundo de 1,8 mil milhões de dólares para indemnizar apoiantes que se considerem vítimas de perseguição política pode não avançar, segundo o New York Times e a Associated Press.
- Uma juíza federal da Virgínia ordenou a suspensão da criação ou gestão do fundo até pelo menos 12 de junho; o Departamento de Justiça afirmou que cumpriria, porém discorda da decisão.
- O New York Times indica que Donald Trump está a ponderar abandonar totalmente a ideia do fundo, que já recebeu críticas de alguns republicanos.
- A Associated Press cita fontes próximas de Trump, dizendo que o Presidente está a reavaliar o fundo; alguns membros da Administração teriam mostrado alívio com a decisão judicial.
- Os séniores republicanos vão reunir-se para definir próximos passos do projeto, numa altura em que o Partido está dividido sobre a matéria.
Donald Trump poderá recuar no plano de criar um fundo de 1,8 mil milhões de dólares destinado a indemnizar aliados que se considerem vítimas de perseguição política e de uso político da justiça. A notícia surge a partir de reportagens do New York Times e da Associated Press.
O fundo, proposto pela Casa Branca, seria gerido por uma comissão de cinco membros e visaria apoiar apoiantes que defendem ter enfrentado processos judiciais motivados politicamente. A ideia enfrenta resistência e críticas de democratas e alguns republicanos.
Na segunda-feira, uma juíza federal do Distrito Leste da Virgínia emitiu uma ordem temporária que impede a Administração Trump de criar ou gerir o fundo até 12 de junho, data de uma audiência sobre a legalidade do acordo extrajudicial com o fisco. O Department of Justice assumiu o cumprimento, embora discorde da decisão.
Segundo a imprensa, Trump poderá abandonar a ideia de forma definitiva, ainda que existam contactos internos que mantêm a possibilidade de reavaliação. A Associated Press cita uma fonte próxima de Trump sobre o rechecamento do projeto.
A notícia também indica que o tema dividiu o Partido Republicano, com críticos a considerar o fundo como uma forma de corrupção institucional, e democratas a vêem como instrumento de compensação a pessoas envolvidas no ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021. As informações são de fontes anónimas.
Alguns responsáveis da Administração teriam manifestado alívio pela suspensão determinada pela juíza Brinkema, vendo nela uma saída para o impasse. Ainda assim, não está afastada a possibilidade de Trump contestar a ordem temporária.
Na prática, republicanos já discutem os próximos passos no Senado, que deverá realizar uma reunião para esclarecer o que pretendem em relação ao fundo. Afürabia envolve informações sobre rendimentos e imunidade de auditorias fiscais a familiares, já alvo de controvérsia.
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