- O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou, nesta terça-feira, que acredita que a grande maioria dos portugueses irá trabalhar na quarta-feira, apesar da greve geral convocada pela CGTP.
- Montenegro disse que uma minoria pode condicionar o trabalho dos outros e pediu que se respeite a vontade de quem quer trabalhar no dia da paralisação.
- A declaraçao foi feita à entrada da cimeira dedicada ao futuro do poder local, na Alfândega do Porto, onde decorre a conferência de aniversário do Jornal de Notícias.
- Um protesto de duas dezenas de manifestantes à porta da Alfândega do Porto marcou a presença da greve durante a cimeira.
- Sobre o aniversário do JN, o líder do Governo afirmou que o jornal continua a ser um meio de contacto com a realidade social, económica e política, destacando a ligação ao poder local.
O primeiro-ministro afirmou que a maioria dos portugueses deverá continuar a trabalhar na quarta-feira, desvalorizando o impacto da greve geral convocada pela CGTP. O protesto reuniu cerca de duas dezenas de manifestantes à porta da Alfândega do Porto, onde ocorre a conferência de aniversário do JN.
Montenegro insistiu que, na generalidade, o trabalho deverá prosseguir normalmente, apesar de a greve poder condicionar alguns setores. Aprecia que uma minoria pode influenciar o rendimento de outros, mas pediu respeito pela vontade de quem quer trabalhar.
Sobre o JN, o chefe de Governo destacou o papel do jornal na ligação entre população e realidade social, económica e política. Enfatizou a proximidade com o poder local e lembrou que a conferência celebra os 138 anos do jornal.
Greve e reações
Na receção à entrada para a conferência, Montenegro foi confrontado pelos manifestantes, defendendo que o dia seguinte deve permitir a livre escolha entre trabalhar ou aderir à greve.
O evento de segunda-feira ocorre em plena controvérsia sobre o impacto da greve geral, que visa mudanças no pacote laboral apresentado pelo governo. O desfecho da mobilização permanece em análise pelos corredores políticos.
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