Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Procurador-geral de Israel alerta para retrocesso democrático

Procuradora-geral de Israel alerta para retrocesso democrático, com projetos que limitam a independência judicial e ampliam poderes do ministro da Segurança Nacional

Gali Baharav-Miara, que também desempenha funções de conselheira jurídica do governo, tem entrado em conflito com o governo de Netanyahu
0:00
Carregando...
0:00
  • A procuradora-geral de Israel, Gali Baharav-Miara, alertou para o retrocesso democrático, nomeadamente na independência do poder judicial e no desrespeito do executivo pelas decisões judiciais.
  • Afirmou, numa conferência da Ordem dos Advogados, que, com o fim do mandato da atual Knesset, começou uma corrida para eliminar instituições democráticas.
  • Destacou dois projetos de lei em tramitação: um para dividir poderes do procurador-geral, criando um cargo nomeado pelo ministro da Justiça; outro para ampliar os poderes do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, sobre a polícia.
  • Denunciou o desrespeito do governo pelas decisões judiciais, alertando que, se se manter esse caminho, as sentenças podem deixar de ser consideradas vinculativas.
  • Referiu-se ao impasse do serviço militar obrigatório para a comunidade ultraortodoxa e à decisão de 2024 do Supremo que determina o recrutamento, destacando que o governo depende do apoio ultraortodoxo para sustentar o governo.

A Procuradora-Geral de Israel, Gali Baharav-Miara, alertou hoje para um retrocesso democrático no país, centrado na independência do poder judicial e na forma como o executivo tem usado as decisões judiciais. A afirmação foi feita durante uma conferência da Ordem dos Advogados, em Eilat.

Baharav-Miara afirmou que, com o fim do mandato da atual Knesset, surgiu uma corrida para alterar as instituições democráticas. Ela destacou dois projetos de lei em tramitação que, na sua leitura, colocam em risco o equilíbrio de poderes e a proteção de garantias legais.

Um dos projetos prevê criar um cargo de procurador-geral nomeado pelo ministro da Justiça, enfraquecendo a autonomia atual da procuradoria. O segundo propõe ampliar os poderes do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, sobre a atuação policial.

Contexto institucional

A procuradora também denunciou o que descreveu como desrespeito do governo pelas decisões judiciais. Segundo o seu gabinete, o Executivo tem mostrado resistência às determinações judiciais, incluindo a forma como se gerem casos sensíveis.

Baharav-Miara referiu-se, ainda, à paralisia vista na implementação do serviço militar obrigatório para a população ultraortodoxa, cuja isenção tem sido alvo de controvérsia. O Supremo Tribunal já questionou repetidamente esse regime, com uma decisão de 2024 indicando a necessidade de recrutamento.

O governo, por seu lado, depende do apoio dos partidos ultraortodoxos para manter a maioria. A procuradora concluiu que não é juridicamente aceitável manter um sistema que aumenta o fardo para quem serve, enquanto permite evasão em larga escala.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais