- Portugal condena, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a intensificação das operações israelitas no Líbano, com Paulo Rangel a pedir fim aos ataques e respeito pelo cessar-fogo.
- A posição sucede o anúncio de Benjamin Netanyahu sobre a expansão das investidas de Telavive no Líbano, no contexto da luta contra o Hezbollah, apoiado pelo Irão, e após uma trégua de 17 de abril que tem sido violada.
- As ofensivas incluíram a conquista do castelo de Beaufort, no sul do Líbano, pelos militares israelitas, reforçando a pressão sobre o território libanês.
- O Governo português afirma apoiar negociações em curso para um cumprimento integral do cessar-fogo, elogia a coragem do Governo libanês e reafirma apoio às Forças Armadas Libanesas e à missão UNIFIL.
- A agência Tasnim, próxima do Governo iraniano, informou a suspensão, por parte de Teerão, de negociações indiretas com os EUA, alegando crimes contínuos de Israel no Líbano.
O Governo de Portugal condenou a intensificação das operações israelitas no Líbano após o anúncio de Netanyahu de uma expansão das investidas em território libanês. A confirmação veio após a constatação da continuidade das ações. A trégua com o Hezbollah, em vigor desde 17 de abril, tem sido violada repetidamente.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português reiterou a condenação, através de uma publicação na rede social X. O chefe da diplomacia, Paulo Rangel, pediu o fim dos ataques e o respeito pelo cessar-fogo durante uma visita a Beirute, capital do Líbano.
Netanyahu tinha prometido reforçar os ataques contra o Líbano, alegando combater o Hezbollah, que recebe apoio do Irão. No terreno, as forças israelitas teriam avançado com novos ataques e o cerco a posições consideradas estratégicas.
No sul do Líbano, oposidores descrevem a ofensiva como de alta intensidade. Na noite de sábado para domingo, as forças israelitas alegadamente conquistaram o castelo de Beaufort, uma fortificação de importância estratégica.
O Governo português destacou o encorajamento às negociações em curso para manter o cessar-fogo e o respeito pelo acordo. Foi reafirmada a importância da missão da UNIFIL, destacando a necessidade de segurança para a força interina da ONU.
O Ministério de Rangel referiu ainda a condenação da atividade do Hezbollah e elogiou o esforço do Governo libanês para enfrentar o grupo. O texto sublinhou o apoio às Forças Armadas Libanesas.
Situação no estrangeiro
A agência iraniana Tasnim informou que Teerão suspendeu negociações indiretas com os EUA, alegando crimes de Israel no Líbano. A notícia surge numa sequência de reacções diplomáticas ao conflito na região.
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