- O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, pediu adesão à greve geral de quarta-feira, defendendo que a contestação ao pacote laboral do Governo é também uma luta pelos direitos das crianças e das famílias.
- Em Setúbal, durante encontro com trabalhadores da fábrica Autoneum, o líder comunista vincou que salários baixos, horários por turnos e precariedade laboral afetam a vida familiar.
- Raimundo afirmou que, no Dia Internacional da Criança, é preciso reafirmar não só os direitos das crianças, mas também os direitos dos pais.
- Criticou as propostas governamentais de alteração à legislação laboral, dizendo que visam agravar a precariedade, ampliar horários e aumentar a pressão sobre os trabalhadores.
- Assinalou que a greve de quarta-feira pode ter grande adesão e que a luta contra o suposto retrocesso nos direitos laborais não termina com o industrial, prevendo continuidade da contestação.
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, pediu nesta segunda-feira adesão à greve geral de quarta-feira, defendendo que a contestação ao pacote laboral do Governo é também uma luta pelos direitos das crianças e das famílias. O apelo ocorreu junto de trabalhadores da Autoneum, na Zona Industrial de Alto da Guerra, em Setúbal.
O líder comunista associou as comemorações do Dia Internacional da Criança às reivindicações dos trabalhadores, sublinhando que salários baixos, horários por turnos e precariedade laboral atingem a vida familiar. Disse que a luta dos pais é parte da defesa dos direitos das crianças.
Raimundo argumentou que a greve geral é pela vida dos pais, pelos seus direitos e pela precariedade laboral, incluindo despedimentos. Afirmou que regimes de trabalho por turnos ilustram uma realidade que afeta milhões em Portugal e a conciliação familiar.
Contexto e críticas ao Governo
O comunicado surge a dois dias da greve convocada pela CGTP, desta vez sem o apoio da UGT. O PCP critica as propostas governamentais de alteração à legislação laboral, alegando que aumentam a precariedade e a pressão sobre os trabalhadores.
Segundo o líder, é preciso modernizar a legislação, mas para melhorar salários, reduzir a precariedade entre vínculos, e fortalecer a estabilidade no emprego. Austeridade, horários de trabalho e subsídios de turno são pontos-chave da contestação.
Perspetivas sobre a adesão e o futuro da luta
Raimundo afirmou que os trabalhadores conhecem bem os impactos das alterações propostas e que a greve de quarta-feira pode ter elevada adesão. Sustentou que a luta não se fica pela paralisação única, apontando continuidade após o dia de greve.
Entre na conversa da comunidade