- O Bloco de Esquerda pediu mobilização dos trabalhadores para a greve geral da próxima quarta-feira e propõe um Código de Trabalho alternativo.
- O coordenador do BE, José Manuel Pureza, afirmou que as alterações propostas pelo Governo são uma agressão aos trabalhadores e uma humilhação para quem trabalha.
- O BE defende uma estratégia unitária, sem sectarismo, para construir um Código de Trabalho que proteja realmente os trabalhadores.
- Pureza disse que a greve de quarta-feira é um momento crucial na oposição ao pacote laboral e que a luta continua na Assembleia da República para derrotar a proposta.
- Sobre a ausência da UGT, afirmou que é prioritária a unidade de todos os trabalhadores; também criticou a situação do Serviço Nacional de Saúde devido à falta de recursos.
O Bloco de Esquerda mostrou-se ativo na defesa de um código laboral alternativo e convidou os trabalhadores a aderirem à greve geral marcada para a próxima quarta-feira. A intervenção acontece na Feira do Livro de Lisboa, após uma reunião da Mesa Nacional do BE.
José Manuel Pureza afirmou que as mudanças propostas pelo Governo são uma agressão aos trabalhadores e defendem a construção de um Código de Trabalho que proteja quem trabalha. O objetivo é uma mobilização ampla, unitária e sem sectarismo, para derrotar o pacote laboral em tramitação.
O coordenador reiterou a urgência de uma resposta conjunta dos trabalhadores, independentemente de filiação sindical, para pressionar pela adoção de uma solução mais plural e inclusiva. A atuação do BE visa influenciar a discussão que decorre na Assembleia da República.
Greve geral e unidade
Pureza apontou que a greve tem expressão pública prevista, com concentrações e desfiles, e reforçou a necessidade de evitar símbolos sectários entre forças de esquerda. A reunião na Feira do Livro serviu também para delinear caminhos de construção de uma alternativa unificada.
Foi questionada a ausência de adesão da UGT à greve convocada pela CGTP-IN. O líder do BE defendeu que a unidade entre trabalhadores é fundamental para derrotar o pacote laboral, apelando a participação de todos, independentemente do sindicato.
Serviço Nacional de Saúde
O dirigente criticou a perceção de que o Serviço Nacional de Saúde estaria a perder qualidade e robustez devido à gestão pública. Argumentou que a falta de recursos humanos, técnicos e investimentos compromete a resposta aos utentes e à segurança da comunidade.
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