- O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou a Bunia, no Congo, em plena escalada do surto de Ébola na província de Ituri.
- Três voluntários da Cruz Vermelha morreram com suspeita de Ébola, entre as primeiras vítimas identificadas da epidemia causada pelo vírus Bundibugyo.
- A OMS elevou o risco de Ébola para muito elevado; o risco global mantém-se baixo, segundo a organização.
- O novo surto no Congo já contabiliza 65 mortos e 246 casos suspeitos até ao momento.
- Inundações em Kinshasa deixaram pelo menos 33 mortos e centenas de desalojados.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou a Bunia, em Ituri, numa fase de escalada do surto de Ébola. O objetivo é acompanhar a resposta de saúde pública e mobilizar apoio à comunidade local. A visita ocorre numa altura em que o vírus continua a apresentar desafios logísticos e de comunicação.
Três voluntários da Cruz Vermelha na RDC morreram com suspeita de Ébola, elevando o número de primeiras vítimas na epidemia que resulta do vírus Bundibugyo. As mortes destacam a necessidade de vigilância contínua e de recursos para alastramento.
A OMS elevou o risco de Ébola para muito elevado no país, apesar de manter o risco global baixo. O aumento do alerta acontece face à evolução do surto e aos 131 óbitos reportados até agora pelas autoridades congolesas.
Em Berlim, médicos norte-americanos com Ébola estão internados no hospital Charité. Um médico de 39 anos e familiares foram transferidos para a unidade após a infeção, com isolamento mantido para evitar novos contágios.
O organismo salientou a preocupação com a dimensão e velocidade da epidemia. As autoridades congolesas apontam 500 casos confirmados ou prováveis, com 131 mortes associadas ao surto.
O que se sabe sobre o novo surto indica 65 mortes e 246 casos suspeitos até à data referida. O padrão de disseminação continua a exigir monitorização intensiva e respostas rápidas de saúde pública.
Pelo menos 50 mortos resultaram de um acidente de barco na RDC. As viagens nocturnas e embarcações sobrecarregadas são citadas como fatores de risco frequentes, agravando a situação humanitária.
No leste do país, o grupo M23 continua a expandir-se com ações que incluem a rapta de mais de 100 pacientes de hospitais. O conflito coloca em risco a população civil em zonas estratégicas ricas em minerais.
O M23 anunciou que se reuniria com o governo da RDC para conversações de paz em março, numa fase marcada por choques entre o grupo e as forças estatais. A violência persiste no leste do país desde ataques de janeiro.
Novas informações indicam que pelo menos 193 pessoas morreram em dois acidentes de barco, reforçando a vulnerabilidade de comunidades que dependem desse meio de transporte. As embarcações são, frequentemente, de madeira e sem condições de segurança.
Em Goma, o corpo de um oficial de alfândega beatificado pelo Vaticano por recusar suborno foi enterrado novamente numa catedral, numa cerimónia de novo. O gesto foi celebrado pela comunidade local.
O governo e o Ruanda assinalaram que deverão assinar um acordo de paz mediado pelos EUA até 27 de junho, visando pôr termo aos combates no leste da RDC. O acordo é apresentado como passo para a estabilização regional.
A Bélgica negou ter enviado tropas para o leste da RDC, desmentindo alegações em meio a uma tensão diplomática entre Bélgica e Ruanda. A posição foi reiterada pelas autoridades de outro lado das relações internacionais.
Inundações em Kinshasa deixaram pelo menos 33 mortos e centenas desalojados. As chuvas intensas fizeram transbordar o rio Ndjili, danificando habitações e infraestruturas urbanas.
Repetem-se relatos sobre o M23 convocando negociações de paz com o governo da RDC para avançar com um acordo, sustentando a linha de diálogo em meio aos confrontos.
As informações confirmadas apontam para uma volatilidade contínua: surtos de Ébola, insegurança no leste, desastres naturais e tensões diplomáticas regionais, com impacto direto na vida dos civis.
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