- O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, denuncia uma escalada perigosa de Israel no sul do Líbano e pede cessar-fogo imediato.
- Salam diz que as negociações diretas com Israel devem continuar, apesar da contestação do Hezbollah, considerando-a o caminho menos dispendioso para o Líbano.
- O chefe de governo acusa Israel de adotar uma política de terra queimada e punição coletiva, afirmando que assim destrói cidades e expulsa habitantes, sem trazer segurança.
- Delegações militares de ambos os países reuniram-se em Washington para uma nova ronda de negociações, marcada para terça e quarta-feira; o comunicado dos EUA não mencionou cessar-fogo.
- A escalada prossegue no terreno, com Israel a intensificar ataques no sul do Líbano e milhares de civis, israelitas e libaneses, a abandonar as suas casas. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou a continuação da operação e a designação de parte do território libanês como zona de combate.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, denunciou uma escalada perigosa de Israel, que avançou no sul do Líbano e tem realizado grandes ataques aéreos. Pediu um cessar-fogo imediato e afirmou que o caminho passa pela continuidade das negociações com Israel.
Salam acusou Israel de adotar uma política de terra queimada e de punição coletiva, destruindo cidades e obrigando civis a fugir. Defendeu que as negociações diretas em curso são o caminho menos dispendioso para o país, apesar de não haver garantias de sucesso.
Período de negociações e posição regional
Delegações militares de ambos os lados reuniram-se em Washington para uma nova ronda de negociações, marcada para terça e quarta-feira. A comitiva americana não mencionou cessar-fogo no comunicado, enquanto Israel intensifica operações no terreno.
O Hezbollah, aliado do Irão, contesta a estratégia de negociações e aspira ao desarmamento do grupo. O Líbano, por sua vez, mantém a pressão para que as negociações resultem em estabilidade na região.
Contexto do conflito
A guerra no Líbano começou após um ataque do Hezbollah, seguido pela invasão de Israel ao sul do país no dia 7 de outubro de 2023. O conflito evoluiu para uma guerra de desgaste fronteiriça que já provocou debates internacionais sobre responsabilidade e proteção civil.
O envelope de operações de Israel tem aumentado, com ataques aéreos e ações terrestres, e o governo israelita informou continuar a campanha contra o Hezbollah, sem indicar recuos. A guerra já causou deslocamentos maciços de civis no norte de Israel e no sul do Líbano.
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