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Ventura afirma que frase de Passos sobre prostitutos sem carácter era sobre o Governo

Ventura sustenta que Passos Coelho referia-se ao Governo; critica reformas do executivo e admite que o Chega possa apoiar Passos na presidência

André Ventura foi recebido nesta quarta-feira por António José Seguro em Belém
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  • André Ventura, líder do Chega, afirma que a expressão de Pedro Passos Coelho sobre “prostitutos sem carácter” se referia ao Governo, por este não pensar nas próximas gerações.
  • O dirigente sustenta que o Governo não é capaz de fazer reformas, e que as alterações em Estado, laboral e justiça foram um desastre.
  • Ventura elogia Passos Coelho por ter pensamento próprio e não estar preso a interesses ocultos; diz que a intervenção dele foi clara e assertiva.
  • O Chega admite a possibilidade de Passos Coelho ser apoiado pelo partido numa eventual candidatura a Presidente da República.
  • O presidente do Chega afirma que vai tentar corrigir na especialidade a reforma do Tribunal de Contas, desejando que a lei não seja aprovada na votação final global.

André Ventura, líder do Chega, afirmou que a expressão usada por Pedro Passos Coelho para falar de políticos que se tornam “postiços” se refere ao Governo. Segundo Ventura, Passos Coelho criticava quem governa sem pensar nas próximas gerações, apenas nas próximas eleições.

O dirigente do Chega falava aos jornalistas no Palácio de Belém, após uma audiência de cerca de uma hora com o Presidente da República, António José Seguro. A visita decorreu na sequência da polémica envolvendo declarações de Passos Coelho.

Ventura disse que Passos Coelho critica um Governo incapaz de promover reformas eficazes e que, na perspetiva do antigo primeiro-ministro, as medidas que se apresentaram como reformas foram inadequadas. O líder do Chega reiterou o apoio a reformas, quando bem feitas.

O também líder partidário salientou que a posição de Passos Coelho merece ser encarada com clareza, valorizando o pensamento independente. Mantém que há uma ligação entre as críticas de ambos à defesa da identidade nacional e da integridade institucional.

Sobre o futuro político de Passos Coelho, Ventura afirmou que o antigo líder social-democrata pode ser uma voz relevante no país e que, caso haja condições, poderia ser candidato a Presidente da República com o apoio do Chega. Não houve comentário sobre a expressão específica.

No âmbito da reforma da Justiça e do Tribunal de Contas, Ventura disse que o Chega pretende, na especialidade, corrigir o que estiver mal. Afirmou ainda que espera que a lei não seja aprovada na votação final global, para evitar possíveis lacunas de transparência.

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