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Ferrari estreia-se no eléctrico, fãs criticam decisão

Ferrari lança o Luce elétrico; críticas de fãs e de ex-CEO provocam queda nas ações, questionando a presença do Cavallino Rampante

O icónico logótipo do Cavalino Rampante não foi esquecido no novo modelo
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  • A Ferrari apresentou o Luce, o seu primeiro modelo 100% eléctrico, com desenho de LoveFrom, coletivo de Jony Ive e Marc Newson, gerando críticas entre fãs e investidores.
  • O ex‑CEO Luca Cordero di Montezemolo pediu que o Cavallino Rampante fosse retirado do carro, admitindo que dizer o que pensa poderia “prejudicar a Ferrari”.
  • O Luce é o primeiro Ferrari de quatro portas e cinco lugares, com linhas fluidas e cúpula de vidro contínua, refletindo uma estética mais minimalista associada a tecnologia.
  • O modelo não é visto como destinado à base de fãs, segundo a Ferrari, e o CEO Benedetto Vigna afirmou que a inovação não é democrática nem resulta de consenso imediato.
  • As acções da Ferrari caíram na bolsa: cerca de 5,26% na Nova Iorque e 8,37% em Itália, contribuindo para o fecho negativo do índice FTSE MIB.

A Ferrari apresentou pela primeira vez o seu passo para a mobilidade 100% eléctrica com o Luce, um modelo de quatro portas e cinco lugares. O design foi entregue ao colectivo LoveFrom, liderado por Jony Ive, com a participação de Marc Newson. O visual privilegia linhas simples e uma cúpula de vidro contínua, num registo próximo do minimalismo tecnológico.

A ambiência gerada pela estética revelou-se polémica entre fãs da marca e observadores. Executivos da Ferrari criticaram publicamente o aspeto do Luce, enquanto antigos responsáveis da casa foram mais contundentes, com um ex-CEO a sugerir que o símbolo da Cavallino Rampante não devia figurar no veículo.

O Luce marca a primeira incursão da Ferrari num modelo com arquitetura eléctrica, permitindo uma exploração inédita do espaço interior. A proposta visa ampliar o portfólio da marca sem depender de motores de combustão tradicionais.

Repercussões públicas

Duas vozes institucionais reagiram de forma célebre: o ex-CEO da Ferrari pediu a retirada do logótipo do novo carro, salientando que o símbolo deveria permanecer associado ao passado da empresa. Nas redes sociais, críticas ao desenho do Luce foram frequentes, com avaliações negativas de parte do público.

Reação institucional e de investidores

Antes do lançamento, o atual CEO afirmou que não temia as respostas negativas e que a verdadeira inovação raramente surge de consensos. No entanto, as reacções negativas não passaram despercebidas nos mercados financeiros.

Em Nova Iorque, as ações da Ferrari recuaram cerca de 5,3% e, em Itália, registaram uma queda de 8,4%, contribuindo para um fecho negativo do índice FTSE MIB. Executivos da marca asseguram que o Luce não é dirigido à base de fãs tradicional e que a transição eléctrica não deverá afetar o conjunto da operação.

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