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Ventura acusa Ministério da Administração Interna de condicionar relatório SIRESP

Ventura acusa o Governo de condicionar o relatório sobre o SIRESP, em meio a demissões no Ministério da Administração Interna

André Ventura em entrevista ao NOW
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  • André Ventura, presidente do Chega, participou no NOW e acusou o Governo de tentar esconder irregularidades no SIRESP.
  • As declarações ocorrem após António Pombeiro ter apresentado, na sexta-feira, o segundo pedido de demissão no espaço de um mês, segundo a Lusa.
  • Ventura afirmou que o SIRESP é uma central do Estado que já falhou e citou o regresso de Paulo Viegas Nunes, que terá provocado a saída de Pombeiro em função do período entre 2022 e 2024.
  • O antigo dirigente da Administração Interna terá avisado o ministro sobre a falta de condições de Viegas Nunes para a presidência do SIRESP.
  • O presidente do Chega acusou Valentina Marcelo, adjunta do ministro, de tentar alterar as conclusões do relatório do SIRESP, alegando que Pombeiro pediu a demissão por essa razão.

O presidente do Chega, André Ventura, afirmou no programa NOW, nesta segunda-feira, que o Governo tenta esconder irregularidades no SIRESP. A denúncia surge após o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna ter apresentado, pela segunda vez em um mês, a demissão do cargo.

Ventura vincou que o SIRESP tem sido um problema estrutural do Estado, citando um regresso de Paulo Viegas Nunes à presidência e sugerindo que a situação de 2022-2024 já mostrava falhas. O antigo dirigente do MINSA alertava para condições de governação insuficientes.

Alega ainda que a adjunta do ministro da Administração Interna, Valentina Marcelo, tentou dilatar ou alterar conclusões do relatório público sobre o SIRESP, uma ação que o líder do Chega descreveu como grave. Pombeiro, segundo o comentário, justificou a demissão com a pressão sobre o relatório.

Contexto no SIRESP

A denúncia envolve mudanças na gestão e tentativas de influenciar o conteúdo de um relatório oficial. A demissão de Pombeiro ocorreu na sexta-feira, após o regresso de Nunes à presidência do SIRESP, episódio que, segundo a acusação, expõe falhas na supervisão.

O que se sabe até aqui aponta para uma tensão entre a direção do MINSA e a estrutura regulatória do SIRESP, com acusações de interferência em análises públicas e de condicionamento de informações a divulgar. A Procuradoria ou órgãos competentes ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

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