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Presidente da Bolívia corta pela metade o próprio salário em reação a protestos

Presidente da Bolívia reduz o seu salário e o dos ministros pela metade, em resposta a protestos e ao custo de vida, agravando tensões e perturbações nas cadeias de abastecimento

Polícia tenta abrir corredor durante protestos na cidade de El Alto (La Paz), na Bolívia, a 23 de Maio
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  • O Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou que reduziria pela metade o seu salário e o dos ministros face aos protestos que exigem a demissão do chefe de Estado.
  • A medida foi anunciada em Sucre, capital constitucional, durante um evento.
  • A Bolívia entra na quarta semana de agitação, com perturbações nas cadeias de abastecimento em La Paz e El Alto e escassez de alimentos, combustível e medicamentos.
  • Os manifestantes pressionam o Governo para revogar políticas de austeridade e responder ao aumento do custo de vida.
  • Paz, senador do Partido Democrata-Cristão e filho do ex-Presidente Jaime Paz Zamora, herdou uma crise económica e tem defendido cortes na despesa pública para estabilizar as finanças.

O Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou nesta segunda-feira, 25 de maio, que reduziria para metade o seu salário e o dos ministros. A medida surge em resposta à pressão de protestos e bloqueios de estradas que pedem a demissão do chefe de Estado. O anúncio ocorreu durante um evento em Sucre, capital constitucional do país.

Paz explicou que os cortes salariais são uma demonstração de compromisso com o país. A decisão ocorre numa fase em que o país enfrenta a quarta semana de agitação política e social, com impactos nas cadeias de abastecimento de La Paz e El Alto.

Os protestos têm também pressionado o Governo a revogar políticas de austeridade e a responder ao aumento do custo de vida, que já afeta mercados, hospitais e postos de abastecimento. Paz herdou uma das mais graves crises económicas das últimas décadas e defende medidas de contenção de gastos públicos e redução de subsídios nos combustíveis.

Contexto de protestos

A Bolívia vive uma conjuntura marcada por tensões políticas desde as eleições de fim de 2024, com a oposição a exigir respostas rápidas a problemas económicos. Paz, senador do Partido Democrata-Cristão, assumiu a presidência após uma campanha que prometia enfrentar crises políticas e económicas.

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