- O Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou que reduziria pela metade o seu salário e o dos ministros face aos protestos que exigem a demissão do chefe de Estado.
- A medida foi anunciada em Sucre, capital constitucional, durante um evento.
- A Bolívia entra na quarta semana de agitação, com perturbações nas cadeias de abastecimento em La Paz e El Alto e escassez de alimentos, combustível e medicamentos.
- Os manifestantes pressionam o Governo para revogar políticas de austeridade e responder ao aumento do custo de vida.
- Paz, senador do Partido Democrata-Cristão e filho do ex-Presidente Jaime Paz Zamora, herdou uma crise económica e tem defendido cortes na despesa pública para estabilizar as finanças.
O Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou nesta segunda-feira, 25 de maio, que reduziria para metade o seu salário e o dos ministros. A medida surge em resposta à pressão de protestos e bloqueios de estradas que pedem a demissão do chefe de Estado. O anúncio ocorreu durante um evento em Sucre, capital constitucional do país.
Paz explicou que os cortes salariais são uma demonstração de compromisso com o país. A decisão ocorre numa fase em que o país enfrenta a quarta semana de agitação política e social, com impactos nas cadeias de abastecimento de La Paz e El Alto.
Os protestos têm também pressionado o Governo a revogar políticas de austeridade e a responder ao aumento do custo de vida, que já afeta mercados, hospitais e postos de abastecimento. Paz herdou uma das mais graves crises económicas das últimas décadas e defende medidas de contenção de gastos públicos e redução de subsídios nos combustíveis.
Contexto de protestos
A Bolívia vive uma conjuntura marcada por tensões políticas desde as eleições de fim de 2024, com a oposição a exigir respostas rápidas a problemas económicos. Paz, senador do Partido Democrata-Cristão, assumiu a presidência após uma campanha que prometia enfrentar crises políticas e económicas.
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