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Presidente de Israel repreende ministro que humilhou ativistas da flotilha

Presidente israelita critica abusos contra detidos e afirma que ninguém fica acima dos direitos humanos, após ministro divulgar vídeo de ativistas amarrados

Declarações do chefe de estado israelita surgem na sequência de o primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter igualmente repreendido o ministro
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  • O Presidente de Israel, Isaac Herzog, criticou este domingo os “atos brutais” contra detidos, alegando que não se deve negar direitos humanos a quem é detido ou interrogado.
  • Herzog atacou ações associadas a ativistas da flotilha para Gaza, que teriam sido amarrados e forçados a ajoelhar-se.
  • O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também repreendeu o ministro envolvido, dizendo que o comportamento vai contra os valores de Israel.
  • Internamente e externamente houve reacções, com o Governo português a considerar a atitude humilhante violação da dignidade humana, e a primeira-ministra italiana a exigir desculpas aos ativistas.

O Presidente de Israel, Isaac Herzog, condenou este domingo os atos brutais contra detidos em Israel, alegadamente alvo de abusos por parte de quem nega direitos humanos. A crítica surge após a divulgação de imagens por parte do ministro da Segurança Nacional.

As imagens mostraram ativistas pró-Palestina da flotilha para Gaza amarrados e forçados a ajoelhar-se. Herzog afirmou que abusar de detidos é inaceitável, independentemente da gravidade considerada pelos intervenientes.

A intervenção de Herzog ocorreu num discurso público em que também denunciou violência contra cristãos e muçulmanos, e sublinhou que ninguém deve fazer justiça pelas próprias mãos nem ignorar direitos básicos.

As declarações chegam na sequência de uma condenação pública do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que criticou o ministro pela publicação. Críticas internacionais seguiram-se, incluindo reacções de governos estrangeiros.

Em Portugal, o governo classificou a atitude como humilhante violação da dignidade humana. A primeira-ministra italiana, Georgia Meloni, pediu um pedido de desculpas aos ativistas, considerando a ação inaceitável.

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