- O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou o Governo de ser desmazelado na resposta às tempestades de janeiro e fevereiro, com base num relatório da Presidência da República Tornado público pelo PÚBLICO.
- Carneiro afirmou que o relatório mostra atraso, resposta insuficiente e falta de capacidade, e pediu melhoria na preparação, planeamento, resposta e avaliação.
- O líder socialista disse ainda que o Governo deve ouvir a oposição, em particular o PS, e “arrepiar caminho”.
- O relatório da Presidência Aberta na Zona Centro aponta lentidão de apoios, problemas de coordenação e a necessidade de reforçar redundância das telecomunicações, energia, acessibilidades e comunicação em emergência.
- O documento, com quase noventa a cem páginas, aponta dez prioridades de ação e onze lições estratégicas, destacando falhas de aviso, comunicação de risco e interoperabilidade entre entidades.
O líder do PS criticou a forma como o Governo respondeu às intempéries que marcaram o início do ano. O comentário surgiu na entrada de uma reunião do Conselho Estratégico do partido, após a divulgação de um relatório da Presidência sobre o impacto da tempestade Kristin na zona centro. O documento foi tornado público pelo jornal Público e confirmado pela Lusa.
José Luís Carneiro afirmou que as respostas foram tardias e insuficientes, descrevendo a atuação governamental como descoordenada. O secretário-geral do PS destacou ainda que a avaliação aponta para falhas em preparação, planeamento, resposta e avaliação dos efeitos das tempestades.
O líder socialista reforçou que o Governo precisa de ouvir criticismo da oposição, especialmente do PS, para corrigir o rumo. Carneiro fez referência a um relatório de um deputado do PSD sobre o apagão elétrico, que também aponta descoordenação na resposta governamental.
Conteúdo do relatório
No inquérito da Presidência Aberta na Zona Centro, entre 6 e 10 de Abril, o Presidente da República sublinha que as consequências do mau tempo exigem reforçar apoios, clarificar medidas e melhorar a coordenação entre entidades no terreno.
O documento realça preocupações quanto à lentidão de apoios, situações por resolver e a necessidade de maior redundância em telecomunicações, energia, acessibilidades e comunicação de emergência. O território deve entrar nos meses de maior risco com condições mais seguras.
A governação da crise de janeiro e fevereiro é classificada como revelando insuficiências de coordenação, clareza e interoperabilidade entre estruturas. O relatório descreve falhas no aviso, na comunicação de risco e na articulação entre níveis da administração, bem como na clarificação de interlocutores setoriais e no tratamento da informação.
O documento, com quase 100 páginas, aponta dez prioridades de ação, cinco das quais imediatas, e onze lições estratégicas para o futuro. A avaliação sustenta a necessidade de melhoria contínua na resposta a situações de crise.
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