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Parlamento rejeita dias de férias adicionais para dadores regulares de sangue

Parlamento rejeita projeto da Iniciativa Liberal que criava dias de férias adicionais para dadores regulares de sangue, com voto contra de PSD, CDS-PP e PCP

Para dar sangue não existem contraindicações para os adultos saudáveis, sendo necessário ter mais de 18 anos e um peso igual ou superior a 50 quilos
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  • O parlamento rejeitou um projeto de lei da Iniciativa Liberal que previa dias de férias adicionais para dadores regulares de sangue.
  • A proposta alterava o Estatuto do Dador de Sangue, o Código do Trabalho e a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, com apoio de outras bancadas e votos contra do PSD, CDS-PP e PCP; PS absteve-se.
  • Sistema igualava um dia extra de férias após duas dádivas por ano e dois dias extras após três ou mais doações no mesmo ano.
  • A IL defendia que a medida reconhecia a regularidade da dádiva de sangue e buscava aumentar previsibilidade e reservas, apontando a perda de quase 10 mil dadores desde 2017.
  • Foram aprovadas cinco ações de resolução sem força de lei com recomendações ao Governo, incluindo reposição da dispensa de serviço no dia da doação, apoio a associações e campanhas de sensibilização.
  • Requisitos para doar: adultos acima de 18 anos e peso igual ou superior a 50 quilos.

O Parlamento rejeitou, nesta sexta-feira, um projeto de lei da Iniciativa Liberal (IL) que previa atribuir dias de férias adicionais a dadores regulares de sangue. A medida visava incentivar e reconhecer a prática, alterando o Estatuto do Dador de Sangue, o Código do Trabalho e a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.

O diploma previa um acréscimo de um dia de férias por dois dadores ao longo de um ano, e dois dias adicionais caso se fizesse três ou mais dádivas nesse mesmo período. Os votos foram contra do PSD, CDS-PP e PCP, com o PS a abster-se; as restantes bancadas votaram a favor.

A IL defendia que a medida não premiava apenas uma doação isolada, mas estimulava um compromisso contínuo com a doação de sangue. O partido lembrou que Portugal perdeu quase 10 mil dadores desde 2017 e apontou previsibilidade para as reservas de sangue.

Recomendações ao Governo e ações associadas

Foram aprovados cinco projetos de resolução sem força de lei, apresentados pelo JPP, PCP, PSD, PAN e BE, com recomendações ao Governo para incentivar as dádivas. Entre elas está a reposição da dispensa de serviço no dia em que se doar sangue, sem perda de direitos, reforço do apoio às associações e aos meios do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, e campanhas públicas de sensibilização.

Para doar sangue não existem contraindicações para adultos saudáveis; é necessário ter mais de 18 anos e peso mínimo de 50 quilos.

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