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Deputado do Chega nos Açores compara sindicatos a cartéis criminosos

Deputado do Chega nos Açores compara sindicatos a cartéis criminosos, provocando contestação do BE e advertência da Assembleia pela linguagem usada

O líder do Chega/Açores, José Pacheco
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  • O líder do Chega/Açores, José Pacheco, comparou as centrais sindicais a “cartéis criminosos” durante uma interpelação ao Governo Regional sobre emprego e qualificação.
  • Pacheco afirmou que o país fica refém dos interesses sindicais face a alterações à lei laboral.
  • O Bloco de Esquerda criticou as declarações, dizendo que não é admissível insultar sindicatos em plenário.
  • O Presidente da Assembleia Legislativa dos Açores considerou a linguagem exagerada e pediu respeito na discussão democrática.
  • Durante a interpelação, a secretária regional anunciou a criação de uma comissão consultiva sobre qualificação profissional para acompanhar os jovens açorianos.

O deputado do Chega/Açores, José Pacheco, criticou as centrais sindicais por alegadamente manter o país refém dos seus interesses, num debate sobre alterações à lei laboral realizado na ilha da Horta. O líder parlamentar do Chega na região comparou os sindicatos a cartéis criminosos, numa interpelação ao Governo Regional.

Pacheco insistiu na necessidade de reformular o sistema laboral para atravessar o que disse serem entraves criados pelos sindicatos. A intervenção ocorreu durante uma sessão na Assembleia Legislativa dos Açores, com foco em emprego e qualificação, apresentada pela bancada social-democrata.

A contestação às declarações não se fez esperar. O deputado António Lima, do BE, considerou inaceitável apelidar sindicatos como organizações criminosas. O presidente da Assembleia, Luís Garcia, também repudiou a linguagem, lembrando que a discordância é legítima, mas insultos não são aceitáveis.

Em foco: emprego e desemprego nos Açores

Na interpelação, o PSD salientou a evolução do desemprego desde 2020, apontando uma redução histórica desde a tomada de posse de José Manuel Bolieiro. O grupo disse ainda que a região regista progressos no caminho para recuperar o atraso económico.

Entre os partidos presentes, o PS destacou críticas sobre a banca de fatores que afetam outros setores. Cristina Calisto afirmou que, para além do emprego, variáveis como turismo, agricultura e pesca também influenciam a conjuntura regional, sugerindo uma visão mais ampla da economia.

PAN, Iniciativa Liberal e CDS-PP apresentaram avaliações diversas sobre a qualidade do emprego mesmo com números positivos. Assinalaram que a melhoria não elimina pobreza ou dificuldades de habitação e custo de vida, e que perspetivas para jovens ainda são limitadas.

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Durante a sessão, a secretária regional Maria João Carreiro anunciou a criação de uma comissão consultiva sobre qualificação profissional. O objetivo é acompanhar o percurso formativo dos jovens açorianos e responder às necessidades do mercado regional.

A Assembleia registrou também debates sobre formação, mão-de-obra qualificada e perspetivas de investimento na região, com o intuito de equilibrar números de emprego com condições de vida e mobilidade social, sem fazer julgamentos sobre instituições.

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