- O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que os fogos rurais não podem ser uma fatalidade e que o país precisa de instrumentos de prevenção e gestão florestal.
- Em Figueira da Foz, salientou que é preciso trabalhar proativamente numa floresta limpa, organizada, que gere emprego, riqueza e coesão territorial.
- Defendeu que uma floresta cuidada do ponto de vista científico é o melhor antídoto para os grandes incêndios e que a prevenção contínua torna os territórios mais seguros.
- Garantiu que o Governo vai mudar a forma de lidar com os incêndios, com antecipação, conhecimento, gestão ativa da paisagem e cooperação entre entidades, processo que pode levar anos.
- O trabalho de limpeza e desobstrução dos caminhos florestais nos 22 concelhos mais afetados está a decorrer, com 40 milhões de euros disponíveis para apoiar as Operações Integradas de Gestão da Paisagem e os privados.
O ministro da Administração Interna afirmou, esta quinta-feira, que Portugal não pode aceitar a fatalidade dos incêndios rurais. Em Figueira da Foz, insistiu na necessidade de instrumentos para prevenir e gerir os fogos, desde já, no âmbito florestal.
Luís Neves defendeu uma floresta cuidada e organizada, fundamentada em ciência, com uma nova paisagem que possa gerar emprego, riqueza e coesão territorial. A declaração surgiu durante a sessão de encerramento do debate promovido pela Navigator Company.
O governante sublinhou que territórios mais seguros resultam de prevenção contínua, gestão ativa e intervenção precoce. Garantiu que o país vai mudar o modelo de atuação frente aos incêndios, com maior antecipação e cooperação entre entidades.
Avanços e prazos
Neves afirmou que a mudança de paradigma vai exigir tempo, mas será implementada de forma gradual. Não houve promessas de soluções rápidas, mas o foco recai na gestão multidisciplinar e na eliminação de entraves de coordenação.
Durante a sessão, o ministro reiterou que não há espaço para improvisos na floresta, destacando a necessidade de limpeza de caminhos e gestão da paisagem. Afirmou que o trabalho atual prossegue em contrarrelógio.
No final, o governante mencionou avanços na limpeza de áreas afetadas pela depressão Kristin, com foco nos 22 concelhos mais atingidos. Adiantou que o esforço envolve centenas de pessoas e dezenas de meios.
Apoios e responsabilidades
Neves apelou aos cidadãos e proprietários para limpar a envolvente das habitações e unidades industriais. Caso não haja capacidade financeira, pediu que contactem as autoridades competentes.
Referiu ainda que o Governo dispõe de mais de 40 milhões de euros para as Operações Integradas de Gestão da Paisagem e para apoiar privados no processo de prevenção e desobstrução de áreas críticas.
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