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Montenegro entrega terceira moção à liderança do PSD sem eleições previstas

Terceira moção de estratégia do PSD, sem eleições à vista, foca dois anos de governação até 2028 num parlamento tripartido.

Montenegro
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  • O líder do PSD, Luís Montenegro, entrega na segunda-feira a terceira moção de estratégia global à direção do partido, para um período de dois anos sem eleições à vista, se o calendário eleitoral não sofrer interrupções.
  • A moção, com 1.500 assinaturas, abrange o período até maio/junho de 2028 e deverá ser entregue até às 18:00 de segunda-feira.
  • Caso não haja alterações nos calendários, as únicas eleições previstas para o próximo ciclo são as regionais dos Açores no outono de 2028, seguindo-se, em 2029, europeias, legislativas, autárquicas e regionais da Madeira.
  • O documento foca os desafios de governação e a estratégia para cumprir uma legislatura num parlamento tripartido, em que o Chega ultrapassou o PS como segunda força (60 deputados contra 58).
  • As duas moções anteriores de Montenegro ajustaram-se a cenários imprevistos; o 43.º Congresso do PSD está marcado para 20 e 21 de junho, em Anadia.

Luís Montenegro entrega na segunda-feira a terceira proposta de estratégia global à liderança do PSD, sem eleições marcadas a breve. O documento cobre o período até maio/junho de 2028, com 1.500 assinaturas exigidas para as candidaturas. O calendário eleitoral permanece incerto.

A entrega coincide com um ano da realização das legislativas antecipadas disputadas por Montenegro, que venceu. O líder social-democrata pretende apresentar um plano de governação para uma legislatura em que PSD e CDS-PP não têm maioria absoluta, num parlamento com o Chega a subir à segunda força.

Caso não haja alterações do calendário, apenas há eleições regionais nos Açores no outono de 2028, seguindo-se, em 2029, um ciclo de europeias, legislativas, autárquicas e regionais da Madeira.

Contexto das moções anteriores

A primeira moção, para as diretas de 28 de maio de 2022, centrou-se no papel do PSD na oposição, após vitória do PS e apenas quatro anos até as legislativas. Montenegro prometia não ceder ao diálogo com o Chega.

A segunda moção, entregue a 26 de agosto de 2023, recuou para promover a vitória autárquica de 2025 e o apoio a uma candidatura presidencial de 2026. Mantinha foco na luta contra a corrupção e na redução de impostos, sem prever novas eleições antecipadas.

Situação atual e calendário

A terceira moção deverá reiterar compromissos, sem apontar necessariamente eleições antecipadas. Em março, Montenegro anunciou a possibilidade de diretas em maio, alinhadas com quatro anos desde a primeira eleição, e desafiou críticos a apresentarem alternativas.

O Congresso do PSD está marcado para 20 e 21 de junho, em Anadia, onde Montenegro deverá manter a candidatura única às diretas. Este é o foco central da atual liderança, em meio a um quadro parlamentar com 91 deputados e uma composição legislativa delicada.

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