- A Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante (SPMV) recomenda consulta prévia de aconselhamento para quem vá a áreas endémicas de hantavírus na América do Sul, nomeadamente regiões rurais na Argentina, Chile e Uruguai.
- O alerta surge no contexto do surto de infeção pelo hantavírus Andes ligado ao navio de cruzeiro Hondius; o risco para a população portuguesa é considerado baixo e não há transmissão comunitária.
- Recomenda-se evitar contacto com roedores ou os seus excrementos e pernoitar em locais bem ventilados e com boa higiene, privilegiando alojamentos adequados.
- Os profissionais de saúde devem manter vigilância de viajantes regressados com síndroma febril e mialgias, bem como de pessoas com contacto próximo com caso confirmado até 42 dias após a exposição.
- Desde 2 de maio, já foram confirmados oito casos em laboratório e registaram-se três mortes; a OMS classifica o risco como moderado para ex-passageiros e tripulação, e baixo para a população mundial.
A Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante (SPMV) sublinhou a necessidade de consultar um médico antes de viajar para áreas endémicas de hantavírus na América do Sul. O apelo foi feito num ponto de situação sobre o surto associado ao vírus Andes, ligado ao navio de cruzeiro Hondius.
A entidade destaca que viajantes para zonas rurais da Argentina, Chile e Uruguai devem receber aconselhamento sobre prevenção de exposição ao hantavírus. O risco para os portugueses é considerado baixo e não há transmissão comunitária.
Medidas preventivas incluem evitar contacto com roedores e seus excrementos, bem como permanecer em ambientes bem ventilados e com higiene adequada. Também é aconselhável vigilância clínica de viajantes regressados com síndrome febril ou mialgias.
Profissionais de saúde devem atuar alerta com casos de viajantes que contataram com alguém confirmado há até 42 dias. O surto atual envolve a variante dos Andes e já contabiliza oito casos confirmados em laboratório, com três mortes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o risco como moderado para ex-passageiros e tripulação do Hondius, e baixo para o restante da população mundial. A origem do surto permanece desconhecida, sendo provável que a primeira contaminação tenha ocorrido antes de 1 de abril.
O período de incubação do hantavírus varia de uma a seis semanas. Não existe vacina nem tratamento específico. A OMS mantém a taxa de letalidade em 27% neste momento, conforme dados oficiais.
Entre na conversa da comunidade