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Sociedade alerta para consulta médica antes de viagens a áreas com hantavírus

SPMV alerta para consulta prévia antes de viagens a áreas endémicas do hantavírus na América do Sul; risco para portugueses é baixo, mas vigilância é essencial

Os passageiros são desembarcados do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado pelo hantavírus, no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, no domingo, 10 de maio de 2026.
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  • A Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante (SPMV) recomenda consulta prévia de aconselhamento para quem vá a áreas endémicas de hantavírus na América do Sul, nomeadamente regiões rurais na Argentina, Chile e Uruguai.
  • O alerta surge no contexto do surto de infeção pelo hantavírus Andes ligado ao navio de cruzeiro Hondius; o risco para a população portuguesa é considerado baixo e não há transmissão comunitária.
  • Recomenda-se evitar contacto com roedores ou os seus excrementos e pernoitar em locais bem ventilados e com boa higiene, privilegiando alojamentos adequados.
  • Os profissionais de saúde devem manter vigilância de viajantes regressados com síndroma febril e mialgias, bem como de pessoas com contacto próximo com caso confirmado até 42 dias após a exposição.
  • Desde 2 de maio, já foram confirmados oito casos em laboratório e registaram-se três mortes; a OMS classifica o risco como moderado para ex-passageiros e tripulação, e baixo para a população mundial.

A Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante (SPMV) sublinhou a necessidade de consultar um médico antes de viajar para áreas endémicas de hantavírus na América do Sul. O apelo foi feito num ponto de situação sobre o surto associado ao vírus Andes, ligado ao navio de cruzeiro Hondius.

A entidade destaca que viajantes para zonas rurais da Argentina, Chile e Uruguai devem receber aconselhamento sobre prevenção de exposição ao hantavírus. O risco para os portugueses é considerado baixo e não há transmissão comunitária.

Medidas preventivas incluem evitar contacto com roedores e seus excrementos, bem como permanecer em ambientes bem ventilados e com higiene adequada. Também é aconselhável vigilância clínica de viajantes regressados com síndrome febril ou mialgias.

Profissionais de saúde devem atuar alerta com casos de viajantes que contataram com alguém confirmado há até 42 dias. O surto atual envolve a variante dos Andes e já contabiliza oito casos confirmados em laboratório, com três mortes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o risco como moderado para ex-passageiros e tripulação do Hondius, e baixo para o restante da população mundial. A origem do surto permanece desconhecida, sendo provável que a primeira contaminação tenha ocorrido antes de 1 de abril.

O período de incubação do hantavírus varia de uma a seis semanas. Não existe vacina nem tratamento específico. A OMS mantém a taxa de letalidade em 27% neste momento, conforme dados oficiais.

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