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Secretário de Estado dos EUA defende mudança nos dirigentes cubanos

Secretário de Estado dos Estados Unidos da América defende mudança dos dirigentes cubanos, após oferta de ajuda de 100 milhões de dólares, em meio à crise energética que deixou 65% da ilha às escuras

Líderes cubanos culpam as sanções norte-americanas pela grave crise económica, agravada pela escassez de energia, que deixou novamente 65% do país às escuras na terça-feira
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  • O chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, defende a mudança dos dirigentes cubanos.
  • Os EUA renovaram na quarta-feira uma oferta de ajuda de 100 milhões de dólares a Cuba.
  • Cuba fica a cento e cinquenta quilómetros da costa da Flórida e vive uma grave crise económica, com 65% do país às escuras na terça-feira.
  • Rubio afirma que o verdadeiro problema é o sistema político cubano, não as sanções.
  • O contexto inclui negociações em curso entre ambos os países, uma reunião diplomática de alto nível em 10 de abril e um decreto de janeiro que classifica Cuba como ameaça extraordinária.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu nesta quinta-feira a mudança dos dirigentes cubanos, num momento em que a diplomacia americana renovou na quarta-feira uma oferta de ajuda de 100 milhões de dólares. A verba visa atenuar a crise económica em Cuba.

A ilha enfrenta uma grave crise económica e de energia. Na terça-feira, cerca de 65% do território ficou às escuras, em pleno agravamento das dificuldades. As autoridades cubanas apontam sanções norte‑americanas como parte do problema.

Rubio, cubano de ascendência e crítico do regime, considera que o verdadeiro problema reside no sistema político cubano. O chefe da diplomacia norte‑americana diz que é impossível mudar a economia enquanto o poder estiver nas mesmas mãos.

É impossível mudar a trajetória de Cuba enquanto essas pessoas estiverem no poder, afirmou Rubio. A declaração é feita numa altura em que a Administração de Donald Trump acompanha de perto o desenrolar da crise.

Na semana passada, após uma visita ao Vaticano, Rubio disse que Cuba recusou a oferta de ajuda dos EUA; Havana respondeu por meio de fontes diplomáticas, negando a alegação. As trocas de mensagens continuam.

Cuba acusa os EUA de responsabilidade pela atual rede elétrica. As disputas públicas intensificaram-se, ainda que haja negociações em curso e uma reunião de alto nível realizada em 10 de abril.

No início de 2024, o governo de Washington classificou Cuba como uma ameaça extraordinária aos EUA e anunciou potenciais represálias a países que desejem fornecer petróleo a Havana.

Contexto económico e diplomático

A ajuda de 100 milhões de dólares permanece no centro da discussão, com Cuba a manter a posição de solicitar condições diferentes. As fontes indicam que o diálogo diplomático continua ativo, apesar do atrito recente.

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