- O PS votará contra a generalidade da revisão da legislação laboral se a proposta mantiver as suas traves mestras, conforme afirmou fonte da direção socialista à Lusa.
- Oposição do PS pode ocorrer caso a AD se associe ao Chega para aprovar na generalidade; o PS aponta que apresentará alterações com os mesmos propósitos já defendidos pela UGT.
- As principais críticas socialistas incluem a possível abertura a despedimentos sem justa causa, dificuldades de conciliar vida familiar e profissional, outsourcing para contratar trabalhadores precários e facilitação do trabalho informal.
- A proposta de lei aprovada pelo Governo no Conselho de Ministros prevê mais de cinquenta alterações ao anteprojeto, com doze oriundas da UGT.
- O líder do PS, José Luís Carneiro, afirmou que será difícil chegar a acordo se o Governo persistir naquilo que considera insensibilidade e desumanidade da reforma, expressando a necessidade de protegê-los trabalhadores.
O PS votará contra a revisão da legislação laboral na generalidade se a proposta que chegar ao Parlamento mantiver as traves mestras, de acordo com a ministra do Trabalho. A posição foi avançada pela direção socialista à Lusa.
Caso o PSD ou o CDS-PP consigam associar-se ao Chega para aprovar a generalidade, o PS não deixará de apresentar propostas de alteração alinhadas com os objectivos já defendidos pela UGT, no âmbito da Concertação Social.
A posição socialista surge após a reunião entre o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o Conselho de Ministros ter aprovado a proposta de lei de revisão da legislação laboral. O diploma seguirá para a Assembleia da República nos próximos dias.
Se a proposta de lei mantiver as traves mestras, o PS confirmará que votará contra na generalidade, segundo a fonte da direção. Entre as medidas mais contestadas estão a abertura para despedimentos sem justa causa, dificuldades na conciliação vida familiar e profissional, outsourcing para contratar trabalhadores precários e facilitação do trabalho informal.
A proposta governamental prevê mais de 50 alterações ao anteprojeto inicial, das quais 12 são da UGT, afirmou a ministra do Trabalho. Maria do Rosário Ramalho destacou que a versão em origem aproxima-se do reformismo do Governo, sem assinar acordos com a Concertação Social.
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